Sindicatos de Bancários do Centro, Sul e Ilhas propõem aumentos ao BCP

Lisboa, 25 jun 2019 (Lusa) - Os sindicatos dos Bancários do Centro (SBC) e do Sul e Ilhas (SBSI) propuseram ao BCP um "acordo salarial para dois anos ou, em alternativa, um aumento mínimo fixo", segundo um comunicado.

"Tal como no ACT [Acordo Coletivo de Trabalho] do setor, SBSI e SBC propõem ao banco um acordo salarial para dois anos ou, em alternativa, um aumento mínimo fixo", pode ler-se no comunicado conjunto dos sindicatos, que adianta ainda que a administração do BCP "vai analisar" o impacto das propostas.

De acordo com os sindicatos, na reunião para a revisão das tabelas salariais com o banco, em 21 de junho, "SBSI e SBC reiteraram a necessidade de haver aumentos salariais para ativos e reformados".

"Face à posição do banco de não ser possível ir além dos 0,6%, os sindicatos deixaram claro que esse valor não é aceitável", indicam as estruturas sindicais, adiantando que "apresentaram duas propostas".

Por um lado, os sindicatos "manifestaram a sua disponibilidade para também no BCP ser negociado um acordo para dois anos, apresentando uma proposta idêntica à do ACT do setor bancário, com aumentos salariais para 2019 e 2020, bem como o aumento do subsídio de refeição para dez euros".

"A segunda proposta deixada sobre a mesa foi a negociação de um valor mínimo fixo de aumento", de acordo com o SBC e SBSI, que revelaram a "disponibilidade" da administração do BCP "para analisar ambas as propostas, ficando de calcular o impacto e consequentemente a viabilidade".

Segundo os dois sindicatos, a administração do BCP "confirmou ainda que a distribuição de resultados [aos trabalhadores] será paga este mês", conforme aprovado em assembleia-geral de acionistas do banco, em 22 de maio.

A devolução aos trabalhadores totaliza 12,6 milhões de euros.

Na manifestação à porta da assembleia-geral do BCP, o SBSI marcou presença "sensibilizando os acionistas" para que aprovassem a proposta "mais que justa" de devolução de 30% dos cortes salariais feitos entre 2014 e 2017, de acordo com Cristina Damião, da direção do sindicato.

"O que nós entendemos é que o memorando tem de ser cumprido. Estando a ser cumprido, nós estamos aqui para garantir que esta parte esteja hoje já decidida", disse então a responsável sindical.

Na mesma manifestação, Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB), Sindicato Independente da Banca (SIB) e Sindicato de Bancários do Norte (SBN) manifestaram-se por aumentos e pela devolução integral dos salários cortados entre 2014 e 2017.

À saída da reunião magna do BCP, o presidente executivo do banco, Miguel Maya, disse que que o compromisso do banco relativamente à devolução dos salários cortados entre 2014 e 2017 é de "propor anualmente" a reposição em função dos resultados do banco.

"O nosso compromisso, e foi assumido ainda no tempo da anterior administração [de Nuno Amado], [...] era de propor anualmente à assembleia-geral em função daquilo que fossem os resultados do banco", disse Miguel Maya aos jornalistas à saída da reunião magna de acionistas do BCP, que decorreu hoje no Tagus Park, em Oeiras, distrito de Lisboa.

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