Sindicato independente de professores quer novo concurso ainda este ano

O Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) quer um novo concurso ainda este ano "que reponha a justiça no processo de colocação de docentes", adiantou a estrutura sindical em comunicado.

"O SIPE considera inaceitável que o conjunto de horários agora disponíveis na Reserva de Recrutamento não tenham sido, na sua maioria, libertados logo em agosto, a tempo da Mobilidade Interna e da Contratação Inicial. Só assim o concurso poderia ser mais justo, porque, dessa forma, os professores teriam tido acesso às vagas reais, existentes, e seriam colocados de acordo com as suas expectativas, evitando as injustiças verificadas no concurso nacional", defende o sindicato.

O SIPE já pediu "reuniões urgentes" com os grupos parlamentares, associações de diretores de escolas e com o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

O sindicato quer que os diretores esclareçam se os horários foram pedidos pelas escolas ainda a tempo dos concursos de mobilidade interna e de contratação inicial para "avaliar se o Ministério da Educação (ME) os considerou na sua totalidade" e que nos próximos anos as necessidades de professores das escolas sejam indicadas antes do mês de agosto, "obrigando o ME a dar as autorizações de aberturas de turmas, desdobramentos, novos cursos, etc., em tempo útil".

"Não é admissível que apenas dias depois surjam mais de um milhar de horários completos para concurso", critica o sindicato.

O SIPE diz ainda que vai disponibilizar uma plataforma de inscrição para os professores que se sintam lesados pelos resultados dos concursos e que queiram apoio sindical para os contestar judicialmente.

A estrutura sindical quer ainda mudanças no regime de permutas entre professores - que permite que estes troquem entre si as colocações que lhes foram atribuídas -- pedindo a prorrogação do prazo e a eliminação de restrições, "para minimizar os efeitos perversos do atual formato em que decorre o processo de colocação de professores".

O início do ano letivo está a ficar marcado por queixas dos professores dos quadros relativas ao concurso de mobilidade interna que, este ano, ao contrário do que vinha sendo hábito, não disponibilizou horários incompletos pedidos pelas escolas, o que levou a que muitos professores fossem colocados em escolas distantes daquelas em que habitualmente davam aulas.

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