Sindicato confiante num acordo com associação de transportes de mercadorias

A Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS) está confiante de que possa haver uma resolução "a curto prazo" para a revisão do contrato coletivo de trabalho na área do transporte de mercadorias, afirmou um membro da direção.

"Estamos confiantes numa resolução a curto prazo, para bem das duas partes [sindicato e associação do setor] e para não eternizar o processo" de revisão do contrato coletivo de trabalho na área dos transportes de mercadorias, disse o membro da direção da FECTRANS, Luís Venâncio, que falava à agência Lusa após um plenário de dirigentes e delegados sindicais da região Norte e Centro do país, em Coimbra, em que se abordou o processo negocial entre sindicato e Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM).

Segundo Luís Venâncio, o contrato coletivo abrange "dezenas de milhares de trabalhadores", sendo que não é revisto desde 1999.

O processo negocial entre o sindicato e entidades patronais já se arrasta há dois anos, sendo que se começa a entrar "numa fase limite para as duas partes", sublinhou.

No dia 26, FECTRANS e ANTRAM voltam a sentar-se à mesma mesa, com o dirigente sindical a sublinhar que os trabalhadores "não estão recetivos a aceitar a última proposta" da associação que representa as entidades patronais do setor.

Se a proposta não melhorar, frisou, poderão "equacionar-se formas de luta", afirmou, apesar de sublinhar que o principal objetivo do sindicato é "melhorar e elevar as plataformas de entendimento".

Na revisão do contrato coletivo, uma das principais propostas da FECTRANS está relacionada com o aumento do rendimento base para valores entre "os 630 e os 640 euros", visto que há uma "população muito mais vasta" neste setor que recebe o salário mínimo nacional.

Os salários, salientou, "só sofrem atualização quando há revisão do salário mínimo".

"Temos que garantir uma plataforma mínima [salarial] mais elevada. É baixa para as tarefas, responsabilidade e condições de trabalho" do setor, defendeu.

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