Sindel fecha aumento salarial de 1,3% para trabalhadores da REN

O Sindicato Nacional da Indústria e da Energia (Sindel) chegou hoje a acordo com a REN para um aumento salarial de 1,3% das remunerações base de todos os trabalhadores, com efeitos retroativos a 01 de janeiro.

Em comunicado hoje emitido, o Sindel, o sindicato mais representativo da REN - Redes Energéticas Nacionais, considerou que este acordo é "convergente com outros já negociados no setor energético" mas defende que a empresa liderada por Rodrigo Costa podia "ir mais além".

Este acordo vai garantir um "aumento de 1,3%, com arredondamento ao euro superior, das remunerações base de todos os trabalhadores com salários dentro dos limites das bandas salariais do Acordo Coletivo de Trabalho".

Também o subsídio de alimentação foi atualizado (para os 11,23 euros), bem como a remuneração por antiguidade (para os 12,61 euros) e a remuneração por turnos (para os 425 euros no máximo e para os 274,54 euros no mínimo).

O prémio, que é "pago de uma só vez" aos trabalhadores no ativo que "tenham seis meses de trabalho efetivo em 2016, avaliação de desempenho na componente 'objetivos' com apreciação global mínima de 'Adequado (maior ou igual a 3,0)' e sem faltas injustificadas, é de 200 euros.

O acordo determina ainda que a distribuição de resultados é feita "por colaborador" e está "dependente do desempenho" nos mesmos termos em que é atribuído o prémio, sendo "equivalente a 50% da respetiva remuneração base mensal".

Em declarações à Lusa, o secretário-geral do Sindel, Rui Miranda, disse que o acordo de atualização salarial foi alcançado ao fim de quatro reuniões com a REN, adiantando que a proposta inicial do sindicato era de 4%, muito acima dos 0,2% que a REN estava inicialmente disposta a conceder, tendo o aumento ficado nos 1,3%.

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