Setor das duas rodas e ferragens com novo contrato coletivo que atualiza salários

O Sindicato Nacional da Indústria e da Energia (SINDEL) assinou hoje um novo contrato coletivo de trabalho com a associação das indústrias de duas rodas ABIMOTA que vai abranger mais de dez mil trabalhadores e atualizar tabelas salariais.

Em declarações à Lusa, o secretário-geral do SINDEL, Rui Miranda, realçou a importância deste acordo, porque vem regular o setor das duas rodas, ferragens, mobiliário e afins, atualizando as tabelas salariais que "estavam desatualizadas há muitos anos".

"Foram atualizações bastante altas, porque o anterior contrato era de 2001 - ainda estava em escudos. O que fizemos foi atualizar por aquilo que é a média do que já temos, a nível dos contratos coletivos de trabalho no setor da metalurgia", disse Rui Miranda, que falava na sede da ABIMOTA (Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins), em Águeda.

Sem precisar qual será o valor médio dos aumentos salariais, o dirigente disse que algumas empresas mais pequenas, que não fizeram atualizações nos últimos anos, vão ter que dar "aumentos substanciais aos trabalhadores".

O acordo, que deverá entrar em vigor após ser publicado pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, prevê também a reorganização das categorias profissionais, que estavam "completamente desajustadas".

"O anterior acordo tinha mais de 700 categorias profissionais. Hoje, isto não pode acontecer, porque as pessoas acabam por ficar muito limitadas àquilo que estão a fazer", disse Rui Miranda.

Segundo o secretário-geral da ABIMOTA, João Medeiros, este acordo irá abranger cerca de uma centena de empresas e mais de dez mil trabalhadores.

O responsável referiu ainda que o acordo "agrada a ambas as partes", adiantando que hoje há "uma grande harmonia laboral" na grande maioria das empresas, sobretudo no setor das duas rodas que está a crescer.

Na mesma ocasião, o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, congratulou-se com a celebração deste acordo, sublinhando que "é uma vitória da persistência, sobretudo daqueles que lutam pela negociação coletiva".

O sindicalista disse ainda que espera que este acordo seja replicado a outras empresas, através do diálogo social, apelando aos empresários para abrirem as suas portas ao movimento sindical.

"Queremos continuar a estimular a negociação coletiva com mais diálogo e às vezes também menos protesto e reivindicação", afirmou o líder da UGT.

Últimas notícias

Brand Story

Tui

Mais popular

Pub
Pub