São Tomé e Príncipe procura apoio chinês para requalificação de património colonial

Macau, China, 26 abr 2019 (Lusa) -- O Governo de São Tomé e Príncipe pretende captar investimento chinês para a requalificação do antigo património colonial português, disse hoje à Lusa, em Macau, o diretor regional de Turismo são-tomense.

"Trouxemos esse projeto para aqui de forma a arranjar investidores para recuperação dessas mesmas roças ou casas coloniais, para erguer no mesmo estilo arquitetónico", afirmou Batista Menezes, em declarações à Lusa, à margem da sessão de apresentação dos produtos turísticos dos países de língua portuguesa, que decorreu na 7.ª Expo Internacional de Turismo de Macau.

"Nós neste momento temos um projeto em sintonia com Portugal que é o projeto Revive, que consiste em dar vida às antigas roças coloniais que estão em fase de degradação em São Tomé e Príncipe", disse o responsável do turismo são-tomense.

O facto de a China ser uma potência em ascensão e "o primeiro país emissor devido à sua população", tornam este país num "mercado propício", frisou.

Os investidores podem depois utilizar as infraestruturas para "restaurantes, hoteleira", explicou Batista Menezes.

O país africano está também à procura de investidores na área da aviação porque neste momento só "duas companhias operam para São Tomé e Príncipe, a TAP e a companhia de bandeira de São Tomé e Príncipe, STP Airways", disse.

"Se houver investidores chineses que tenham agências de aviação também será uma boa aposta para nós", concluiu.

Os oito países de língua portuguesa marcaram presença na sessão de apresentação dos produtos turísticos dos países de língua portuguesa, que decorreu na 7.ª Expo Internacional de Turismo de Macau.

Este ano o evento conta com 835 expositores, com todos os países lusófonos presentes, e com o dobro da área de exposição de 2018, atingindo os 22.000 metros quadrados.

"A indústria do turismo é uma área que o Fórum Macau promove entre a China e os países de língua portuguesa", disse à Lusa a secretária-geral do secretariado permanente do Fórum Macau, Xu Yingzhen, à margem do evento.

Esta sétima edição, que decorre até domingo, tem como destaques as celebrações do 20.º aniversário do estabelecimento da Região Administrativa Especial de Macau, o papel de Macau nos ambiciosos projetos chineses como a Nova Rota da Seda e a participação na construção de uma metrópole mundial com Hong Kong e nove cidades chinesas, mas também o papel de Macau como plataforma entre a China e os países de língua portuguesa.

Por um lado, o território pretende promover parcerias turísticas com os países integrantes da iniciativa chinesa "Uma faixa, Uma Rota", por outro quer incentivar os operadores turísticos a desenvolverem itinerários multidestinos nas cidades e territórios da Grande Baía, a metrópole mundial que abrange um território onde vivem cerca de 70 milhões de pessoas.