Rival de Netanyahu acusa-o de envolvimento em negócio polémico de submarinos

O principal rival de Benjamin Netanyahu para as eleições legislativas de 09 de abril, Benny Gantz, acusou na segunda-feira o primeiro-ministro israelita de envolvimento numa venda de submarinos, pela qual foi interrogado mas não acusado.

Durante uma conferência de imprensa, Gantz, que foi chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, acusou Netanyahu de ter recebido 16 milhões de shekels (cerca de 3,9 milhões de euros), pela venda de submarinos através de uma sociedade ligada ao negócio.

À frente da lista "Azul-Branco", Gantz apelou à reabertura do inquérito sobre esta compra de submarinos alemães, uma venda na qual alguns próximos de Netanyahu eram suspeitos de corrupção.

"Vamos criar uma comissão para investigar este caso e todas as pessoas implicadas", declarou Gantz.

O dossiê incide sobre as suspeitas de corrupção presumida em torno da venda pela Alemanha a Israel de dois submarinos militares e outros navios concebidos pelo grupo industrial alemão ThyssenKrupp, negócio que envolveu uma soma de cerca de dois mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros).

Netanyahu nunca foi acusado neste caso, apesar de ter sido interrogado. Mas em três outros casos está mesmo acusado de corrupção.

Na luta pela sua sobrevivência política, o primeiro-ministro aludiu ao caso do telefone portátil de Gantz que, segundo o serviço de segurança interna israelita, o Shin Bet, teria sido pirateado.

"Se Gantz não sabe proteger o seu telemóvel, como é que pode proteger o Estado de Israel?", perguntou Netanyahu, em gravação vídeo divulgada na noite de segunda-feira pelos seus serviços.

O Canal 12 da televisão israelita tinha anunciado na quinta-feira que o telefone de Benny Gantz tinha sido pirateado pelos serviços de informações iranianos.

Gantz confirmou a informação na sexta-feira, sem identificar os piratas, mas garantindo que não tinha informação sensível no seu telemóvel, suscetível de ser uma ameaça ou um elemento de chantagem que pudesse ser utilizado contra si.

A lista "Azul-Branco", de centro-direita, era dada como favorita das legislativas em número de lugares, mas no domingo à noite apareceu em segundo, atrás do Likoud, de direita, de Netanyahu, em sondagem divulgada pela televisão pública israelita.

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