Rita GT e Keyezua participam na plataforma "Dialogues" da London Art Fair 2018

A artista portuguesa Rita GT e a angolana Keyezua estão entre as criadoras convidadas a participar na plataforma "Dialogues" da London Art Fair 2018, que se realiza em Londres, nos dias 17 a 21 de janeiro, de acordo com a programação.

No certame, surgirá a secção "Dialogues" criada em parceria com galerias emergentes de vários países e, este ano, de forma inédita, reúne exclusivamente artistas mulheres cujos trabalhos se centram em questões de género e identidade cultural.

Integrada na 30.ª edição da London Art Fair, "Dialogues" tem como curador convidado o artista, escritor e académico turco Misal Adnan Yildi, e reúne cinco pares de galerias "dialogantes", com artistas de proveniência europeia, maori, curda, asiática e africana.

De Portugal, Rita GT junta-se, em Londres, à angolana Keyezua com "Sisterhood is Forever", uma instalação que pretende aumentar a visibilidade artística das mulheres de ambos os países, refletindo ideias ligadas ao colonialismo, ao 'empoderamento' feminino e ao diálogo intercontinental.

Rita GT (iniciais de Guedes Tavares), artista plástica e 'performer', nasceu no Porto, em 1980, é licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes daquela cidade, e vive e trabalha atualmente entre Portugal e Angola, trabalhando sobre os temas da identidade e da memória colonial.

Foi comissária do Pavilhão de Angola na Bienal de Veneza, em 2015, e, em 2017, fez parte da exposição anual da Royal Academy de Londres. Foi igualmente uma das artistas não africanas convidadas a participar na 1.ª Bienal de Lagos, na Nigéria.

Nas suas obras, trabalha principalmente com cerâmica, instalação, 'performance', vídeo e fotografia, cruzando, no seu processo de criação, múltiplos meios e suportes.

Em 2015 apresentou a 'performance' intitulada "We Shall Overcome!", que aborda as injustiças sociais, económicas e políticas, no Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado (MNAC-MC), em Lisboa.

Nascida em Luanda, Keyezua é diplomada pela Royal Academy of Art em Haia, na Holanda, e tem vindo a desenvolver trabalhos na área da fotografia e arte digital, inspirada nas questões do racismo, estigmatização, colonialismo, património, identidade, e história.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Pedro Lains

"Gilets jaunes": se querem a globalização, alguma coisa tem de ser feita

Há muito que existe um problema no mundo ocidental que precisa de uma solução. A globalização e o desenvolvimento dos mercados internacionais trazem benefícios, mas esses benefícios tendem a ser distribuídos de forma desigual. Trata-se de um problema bem identificado, com soluções conhecidas, faltando apenas a vontade política para o enfrentar. Essa vontade está em franco desenvolvimento e esperemos que os recentes acontecimentos em França sejam mais uma contribuição importante.