Riade acusa o Irão de estar por trás de ataques dos rebeldes iemenitas

Riade, 16 mai 2019 (Lusa) -- O vice-ministro da Defesa saudita, Khaled bin Salman, acusou hoje o Irão de estar por trás do ataque reivindicado pelos rebeldes Huthis do Iémen contra duas estações de bombeamento de um oleoduto na região de Riade.

"O ataque pelos milicianos Huthis contra duas estações de bombeamento da Aramco (petrolífera estatal saudita) prova que estes são um simples instrumento que o regime do Irão utiliza para aplicar a sua agenda expansionista na região", declarou o responsável, filho do rei da Arábia Saudita, na rede social Twitter.

O chefe da diplomacia saudita, Adel al-Jubeir, disse por seu turno que os Huthis são "uma parte indivisível dos Guardiães da Revolução do Irão e que agem sob as suas ordens".

A Arábia Saudita disse na terça-feira que veículos aéreos não tripulados tinham atacado um dos seus oleodutos e outras infraestruturas energéticas, pouco depois de os rebeldes do Iémen terem reivindicado um ataque coordenado de 'drones' ao país vizinho.

Segundo o ministro da Energia, Khalid al-Falih, o ataque causou um incêndio e "pequenos danos" e levou a empresa estatal Aramco a suspender o bombeamento de petróleo através do oleoduto.

Antes, a cadeia televisiva al-Massirah, controlada pelos rebeldes Huthis no vizinho Iémen, tinha divulgado uma "grande operação militar" contra alvos sauditas, "instalações vitais", com "a utilização de sete 'drones'".

Riade lidera uma coligação internacional que desde 2015 intervém militarmente no conflito no Iémen para ajudar o governo a combater os rebeldes xiitas, apoiados pelo Irão.

Ainda hoje, pelo menos seis pessoas morreram e outras 32 ficaram feridas após bombardeamentos realizados pela coligação conduzida pela Arábia Saudita em várias zonas da capital do Iémen, segundo o Ministério da Saúde dos Huthis.

A guerra no Iémen já causou dezenas de milhares de mortos, entre os quais numerosos civis, segundo diversas organizações humanitárias.

Cerca de 3,3 milhões de pessoas estão deslocadas e mais de dois terços da população precisa de assistência, segundo a ONU.

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