Revista Contemporânea vai sair em papel pela 1.ª vez em 15 de fevereiro

A revista Contemporânea vai estrear-se em papel e chega às bancas em versão bilingue a partir de 15 de fevereiro com uma entrevista ao novo diretor de Serralves e vários ensaios visuais, anunciou a editora.

Em entrevista telefónica à Lusa, a curadora da revista, Antónia Gaeta, conta que o primeiro número da revista vai custar dez euros, terá 80 páginas, com 1.500 exemplares e vai conter a informação em português e inglês, sendo distribuída pela Bluebook para estar disponível ao público nas diversas bancas do país, livrarias e museus na quinta-feira, dia 15 de fevereiro.

Questionada sobre o porquê de apostar na edição em papel, António Gaeta lembra o provérbio em latim segundo o qual "palavras faladas voam para longe, palavras escritas permanecem".

"Em Portugal não existe uma revista sobre arte em papel, porque foram fechando por falta de apoio e de verbas e pensamos ser uma máxima latina que o fica escrito é o que permanece. Achávamos que faz falta uma publicação sobre arte contemporânea", afirmou.

O primeiro número da revista conta com uma entrevista a João Ribas, novo diretor do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, que vai abordar o seu percurso enquanto curador, assim como a sua história profissional que o levou até aos EUA e ainda o seu entendimento da curadoria.

O também curador Ricardo Nicolau aborda a temática das mudanças artísticas e dos espaços alternativos que o Porto tem, designadamente o Salão Olímpico, centro de um projeto alternativo dedicado às artes plásticas, que funcionou ao longo de dois anos, de 2003 a 2005.

O primeiro número impresso da Contemporânea vai ter uma capa com relevo de um desenho abstrato da artista plástica Isabel Carvalho, natural do Porto, e um encarte dentro da própria revista da autoria da artista plástica Carla Filipe, também portuense.

Na revista Contemporânea vai também haver espaço para vários "ensaios visuais", com por exemplo, desenhos, imagens retiradas da noite do Porto, desenhos abstratos juntamente com poesia e materiais tipográficos, enumera Antónia Gaeta.

A revista "aborda uma cidade, o Porto, a sua complexidade cultural e riqueza visual, na relação entre arte, tempo e cidade, produção e inscrição de discursos artísticos, morfologia urbana, hipóteses e verificações sucessivas", e conta com os contributos de Ana Fernandes, Carla Filipe, Daniel Martins, Gabriela Vaz Pinheiro, Guilherme Blanc, Isabel Carvalho, Joana Patrão, João Ribas, Miguel von Hafe Pérez, Nuno Maio, Paulo Mendes, Pedro Huet, Ramiro Guerreiro, Ricardo Nicolau, Sofia Ponte, Susana Lourenço Marques, Teresa Chow, Tiago Madaleno e Von Calhau.

O lançamento da revista especializada em arte contemporânea está agendado para dia 15 de fevereiro, pelas 18:30, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

A Contemporânea, que é editada desde 2015 com periodicidade mensal em formato digital, tem dedicado à "reflexão crítica sobre a atividade artística em Portugal, situação que se agravou, sobretudo, a partir de 2011, com o desaparecimento das bancas das revistas L+Arte e Artes&Leilões", conta Celina Brás, fundadora e diretora da Contemporânea.

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