Republicanos dos EUA querem proibir vistos para pessoas ligadas ao Exército chinês

Washington, 16 mai 2019 (Lusa) -- Os republicanos apresentaram um projeto de lei ao Congresso que interdita a qualquer pessoa ligada ao Exército chinês obter vistos de entrada como estudantes ou investigadores, provocando críticas de Pequim em plena guerra comercial.

Apresentado na terça-feira no Senado e na Câmara dos Representantes, este texto está apenas no início do processo legislativo e não tem qualquer data determinada para a votação.

A proposta apela o Governo norte-americano a estabelecer uma lista de instituições científicas e de engenharia ligadas ao Exército Popular de Libertação, para ser capaz de "interditar indivíduos empregados ou apoiados por estas instituições militares chinesas de receber vistos de estudantes ou de investigadores para entrarem nos EUA".

Um dos senadores republicanos apoiantes do texto, Chuck Grassley, afirmou que "os vistos de estudantes e investigadores devem ser reservados para estrangeiros que queiram contribuir para as universidades e centros de investigação [dos EUA], não para os nossos adversários que nos querem fazer mal".

Outro senador, Tom Cotton, reforçou: "O Exército Popular de Libertação está em vias de se armar com a ajuda das universidades e empresas de alta tecnologia norte-americanas", classificando a proposta como "um simples ato de autodefesa".

Em reação, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Geng Shuang, deplorou que "desde há algum tempo" que os EUA "assediam" professores, estudantes e cientistas chineses.

"Esperamos que as partes envolvidas nos EUA possam observar objetivamente e de maneira justa as trocas entre os dois lados e acabem com a imposição de restrições aos professores e estudantes chineses que desejem" deslocar-se aos EUA, reforçando "a cooperação entre os dois países (...), mais do que erigir obstáculos".

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