Reforço do investimento até março é sinal do que "vai acontecer no resto do ano" - REN

Lisboa, 08 mai 2019 (Lusa) -- O administrador da REN Gonçalo Morais Soares afirmou hoje que o reforço do investimento no primeiro trimestre "é sinal do que vai acontecer no resto do ano", tendo sido impulsionado pela construção no cabo submarino do projeto 'Windfloat'.

Num encontro com jornalistas, o administrador financeiro da REN adiantou que foram investidos 1,2 milhões de euros até março no cabo submarino para ligar o 'Windfloat', o primeiro parque eólico flutuante, à rede elétrica.

A REN contará com uma verba de 30 milhões de euros "tendo em vista a construção do cabo submarino de ligação à rede da central eólica 'offshore' (Windfloat), na zona piloto de Viana do Castelo", segundo anunciou em março o Governo.

Em causa está um projeto de uma central eólica 'offshore' (no mar), em Viana do Castelo, orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, e que integra o parceiro tecnológico Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.

Até março, o investimento ('capex') da REN aumentou 2,9 milhões de euros, para 16,8 milhões de euros, o que "é sinal do que vai acontecer no resto do ano", segundo Gonçalo Morais Soares.

Os lucros da REN -- Redes Energéticas Nacionais subiram 1,3% no primeiro trimestre deste ano, face ao período homólogo, atingindo os 13,2 milhões de euros, adiantou a companhia em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) nos primeiros três meses foi de 125,3 milhões de euros, "um ligeiro decréscimo de 2,4% relativo ao mesmo período do ano passado, explicado sobretudo pela diminuição da remuneração dos ativos", segundo uma outra nota enviada pela empresa liderada por Rodrigo Costa.

"Esta descida foi, no entanto, compensada pelo aumento do EBITDA da área de distribuição de Gás Natural (Portgás)" e por uma melhoria da eficiência, "traduzida numa redução dos custos da empresa em cerca de 3,1% face a 2018", refere.

Ainda assim, o resultado líquido manteve-se estável, "refletindo melhores resultados financeiros" que atingiram 15,5 milhões de euros negativos, uma melhoria de 6,8%, de acordo com o grupo.

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