Receio de repressão contra homossexuais no Azerbaijão

Mais de 80 pessoas foram detidas desde meados de setembro no Azerbaijão por prostituição, anunciaram hoje as autoridades locais, enquanto defensores dos direitos humanos denunciam um golpe contra os homossexuais deste país do Cáucaso.

"Entre 15 e 30 de setembro, 83 pessoas foram detidas por terem proposto relações íntimas a habitantes e turistas" em Baku, anunciou o Ministério do Interior do Azerbaijão num comunicado.

Dos detidos, 56 ficaram presos durante curtos períodos, adiantou.

Várias organizações denunciaram medidas contra a comunidade homossexual daquela república soviética laica de maioria muçulmana, falando a Amnistia Internacional de "ações em massa contra os representantes da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgénero) em Baku".

Não se trata de "perseguição de minorias sexuais, dado que estas operações visam apenas violações da ordem pública", assegurou o Ministério do Interior.

Segundo o advogado Samed Rahimli, especialista na defesa de pessoas LGBT naquele país do Cáucaso, apenas duas das 34 pessoas com quem pode falar "confessaram prostituir-se".

"Todos indicaram terem sido espancados ou alvo de pressão psicológica", declarou o advogado à agência France Presse.

As ações da polícia "são dirigidas contra representantes de minorias sexuais", disse Rahimli.

No domingo, o Conselho da Europa apelou ao Azerbaijão num comunicado para "garantir que os direitos (dos LGBT) são respeitados e que as queixas de maus tratos são investigadas".

O Azerbaijão é dirigido com "mão de ferro" pelo Presidente Ilham Aliev, cujo regime é frequentemente criticado por organizações não-governamentais internacionais.

Na Chechénia, república russa muçulmana do Cáucaso, homossexuais foram este ano alvo de perseguições por parte das autoridades, o que suscitou críticas em todo o mundo.

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