PSD/Porto diz que Federação do PS desconhece a realidade municipal de Amarante

A Distrital do Porto do PSD criticou o líder da Federação do PS por se ter deslocado ao concelho de Amarante para fazer críticas à autarquia, revelando desconhecimento da realidade municipal.

"Quando um dirigente distrital, a pedido de estruturas locais, decide ir 'tocar de ouvido' a um concelho cuja realidade municipal desconhece, a probabilidade de se equivocar é muito grande", pode ler-se num comunicado do PSD.

A posição social-democrata é a resposta às declarações do presidente da distrital do PS/Porto, Manuel Pizarro, proferidas na terça-feira, em Amarante.

Nesse dia, o dirigente socialista, acompanhado de dirigentes locais, disse que a Câmara de Amarante (PSD/CDS) vive uma situação financeira "rara e grave", ao aprovar um empréstimo de 1,5 milhões de euros para despesas correntes, incluindo salários.

"Não é normal que uma câmara tenha de recorrer a um empréstimo para despesas correntes", assinalou Manuel Pizarro, acrescentando que se tratava de algo que revela "descontrolo da situação financeira".

A acusação socialista suscitou hoje a resposta, em comunicado, do PSD que acusa o presidente da distrital do PS de deslocar-se a Amarante "em nome do superior interesse partidário, para anunciar a falência de uma câmara municipal, quando o que está em causa é a mera utilização de instrumentos de gestão, previstos na Lei, utilizados por inúmeros municípios".

O PSD afirma ter muito orgulho na gestão de José Luís Gaspar, "face ao excelente trabalho executado em prol da melhoria das condições de vida das populações".

No comunicado assinado pelo presidente da estrutura distrital, Alberto Machado, são deixadas várias questões ao líder da federação socialista, nomeadamente porque não se deslocou Manuel Pizarro a Amarante "para visitar o novo quartel da GNR, nem o complexo termal aberto recentemente, obras lançadas e inauguradas por José Luís Gaspar, depois de terem sido promessas socialistas ao longo de sucessivos mandatos e nunca concretizadas".

Lamenta também o PSD/Porto que o presidente da distrital do PS não tenha ido a Amarante "para falar sobre as obras do cineteatro ou do Bairro Cancela de Abreu, que apenas aguardam o visto do Tribunal de Contas para arrancar e que representam um investimento superior a oito milhões de euros".

Aludindo a outras realizações do atual executivo, como a remodelação de duas escolas do primeiro ciclo, no valor de dois milhões de euros, que vai avançar em breve, ou a reabilitação das margens do Tâmega, o PSD lamenta que o líder socialista no Porto não tenha felicitado o executivo municipal "pelas 23 candidaturas a fundos comunitários aprovadas, que perfazem um montante global de investimento de cerca de 18,5 milhões de euros".

"O presidente da distrital do PS não se deslocou a Amarante para dizer que o município fechou o ano de 2018 com uma dívida que é de apenas 26% do que a Lei lhe permite, e inferior à dívida que 'herdou' do executivo socialista", assinalam os social-democratas.

Aquela posição política termina expressando a convicção de que, "apesar dos enormes investimentos em curso e das dificuldades que daí resultam", [a Câmara de Amarante] manterá o equilíbrio orçamental".