PSD saúda proposta da UGT para o interior e insiste na necessidade de atualizar salários

O PSD saudou hoje a proposta da UGT para que as empresas que se fixem no interior beneficiem do IRC a 0% durante três anos e defendeu que "é ilegítimo e injusto" continuar a congelar salários na função pública.

Numa declaração política na Assembleia da República a propósito do 1.º de Maio, o deputado do PSD e líder dos Trabalhadores Sociais-Democratas, Pedro Roque, salientou que "na dicotomia histórica entre trabalho e capital" os sociais-democratas defendem que existe "um interesse comum" que permita o desenvolvimento económico.

Além de saudar a proposta da UGT, feita na terça-feira na festa da central sindical no 1.º de Maio, Pedro Roque retomou também as ideias defendidas nos últimos dias pelo presidente do partido, Rui Rio, sobre a necessidade de atualizar os salários dos funcionários públicos.

"No presente momento económico e financeiros de Portugal, é ilegítimo e injusto continuar a congelar os salários da função pública. Por isso, torna-se da mais elementar justiça que se proceda à sua atualização", afirmou o deputado.

Tal como já defendeu Rui Rio, Pedro Roque sublinhou que o Governo "não pode ser severo e rigoroso com os trabalhadores do Estado e, por outro lado, ser perdulário relativamente às verbas que injeta no seu setor empresarial", apontando o caso da Caixa Geral de Depósitos.

O presidente do PSD já anunciou que o partido vai solicitar formalmente na Assembleia da República o nome dos 50 maiores devedores do banco público.

Nos pedidos de esclarecimento, os partidos à esquerda acusaram o PSD de "rebate de consciência" e de ter atacado os direitos dos trabalhadores durante o período em que foi Governo.

Pelo PS, o deputado Tiago Barbosa Ribeiro classificou a intervenção do PSD como "uma autocrítica" em relação à sua governação e destacou que os sociais-democratas votaram contra, na atual legislatura, medidas como o aumento do salário mínimo, a reposição de feriados ou o fim dos cortes no subsídio de desemprego.

"Tem votado contra tudo aquilo que temos feito para melhorar a vida dos trabalhadores. Será importante saber, mais do que falar no passado, se finalmente podemos contar com o PSD para os combates que contam", disse o socialista, desafiando os sociais-democratas a dizer se estão disponíveis para aprovar, por exemplo, o fim do banco de horas.

José Soeiro, do BE, disse ter estranhado a escolha do PSD do tema 1.º de Maio para a sua intervenção no parlamento, apontando que uma das lutas inaugurais desta data foi pelas 40 horas semanais.

"Justamente aquilo com que o PSD rebentou quando alterou a legislação laboral", acusou, dizendo que a "verdadeira proposta" da intervenção de Pedro Roque foi defender "uma borla para as empresas", referindo-se ao apoio à proposta da UGT.

Também a deputada do PCP Rita Rato acusou o PSD de ter tido "um rebate de consciência", depois de, no Governo, ter aumentado o horário de trabalho na função pública, cortado salários e pensões e "generalizado a precariedade".

"O 1.º de Maio é sobretudo um dia de luta contra as alterações ao Código do Trabalho que, em larga maioria, o PS mantém inalteradas", criticou a deputada do PCP.

Apenas o CDS-PP saudou a intervenção de Pedro Roque, com o deputado António Carlos Monteiro a salientar que não há partidos "donos do 1.º de Maio ou dos trabalhadores" e enaltecer a importância das alterações na legislação laboral feitas pelo anterior executivo para a quebra do desemprego.

Pedro Roque corroborou que as alterações feitas por PSD/CDS-PP em matéria laboral foram alvo de acordos em concertação social, desafiando os socialistas a poder dizer o mesmo.

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João Almeida Moreira

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"O senhor vê na televisão o programa político eleitoral do presidente, tudo colorido, todos contentes, artistas milionários, se é essa a sua realidade, então vote neles, PT, PMDB, PSDB, PRTB, qualquer P, sempre estiveram juntos, é falsa a briga deles, agora se o senhor não aguenta mais ver menor abandonado na rua, as drogas, os crimes, tudo o que não presta aumentando, se você quiser expulsar para sempre esses patifes do poder, só existe uma opção, 56, o senhor nunca me viu junto com nenhum deles e comigo o senhor vai ficar livre de todos eles, o meu nome é Enéas 56."