PSD na Assembleia da Madeira exorta Governo Regional a recusar "convite ofensivo" do PM

O vice-presidente do PSD na Assembleia da Madeira exortou hoje o chefe do executivo insular a recusar o convite "ofensivo" para um encontro com o primeiro-ministro, no Palácio de São Lourenço, por ser a residência do representante da República.

"Exorto o Governo Regional e o presidente do Governo Regional a recusar de forma firme e formal esse convite ofensivo do primeiro-ministro que vem à Madeira", declarou Carlos Rodrigues no encerramento do debate parlamentar sobre a avaliação da operacionalidade do Aeroporto Internacional da Madeira -- Cristiano Ronaldo.

Segundo a imprensa regional, está prevista uma visita de António Costa à Madeira na próxima segunda-feira, dia 21, para participar no programa do Dia do Empresário Madeirense, organizado pela Associação Comercial e Industrial do Funchal (ACIF).

A Lusa contactou o gabinete do primeiro-ministro mas não obteve resposta sobre a realização desta deslocação.

Carlos Rodrigues instou todos os elementos do executivo regional, a se "recusem a ir ao 'beija mão' ao Palácio de São Lourenço", um imóvel que está "ocupado ilegalmente e de forma ostensiva" por uma "instituição que não tem razão de ser".

O parlamentar defende que o encontro deve ser sede do Governo Regional ou no parlamento.

Uma dependência do Palácio de São Lourenço, no Funchal, é a residência oficial do representante da República, Ireneu Barreto.

O deputado e vice-presidente da bancada da maioria do PSD na Assembleia da Madeira, ressalvou que "o problema não é a pessoa, mas o órgão", apontando que naquele histórico imóvel devia estar instalada a Assembleia Legislativa da Madeira.

"É uma pouca vergonha", declarou o deputado do PSD da Madeira, argumentando que "se o primeiro-ministro vem à Madeira, se quiser que se reúna na sede da Assembleia da Madeira ou do governo Regional".

No seu entender, o presidente do executivo madeirense "não é um funcionário do Estado ou um delegado da República".

Para Carlos Rodrigues, este convite "é uma vergonha e desrespeito" da parte de António Costa.

"Não aceitaremos que nos pisem os pés", afirmou, concluindo que os madeirenses não devem permitir desta forma "ser manchados na sua honra, orgulho e dignidade".

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