Projeto da bacia do Rovuma está dentro do prazo com primeira exportação em 2022 - ENI

A petrolífera italiana ENI disse hoje à Lusa que o progresso no projeto da bacia do Rovuma, em Moçambique, está dentro do prazo e que a primeira exportação deve acontecer no segundo semestre de 2022.

"O esquema de desenvolvimento prevê a construção de um FLNG ['Floating liquefied natural gas', uma plataforma flutuante de gás natural liquefeito] com uma capacidade de produção de 3,4 toneladas métricas por ano de Gás Natural Liquefeito, alimentado por seis poços de produção submersos", disse a ENI à Lusa.

"O progresso na execução das atividades [para a jazida Coral Sul] está dentro do prazo e o início está previsto para o segundo semestre de 2022", acrescentou a porta-voz da empresa petrolífera italiana, que na sexta-feira apresentou os resultados relativos ao ano passado.

A fase de execução do Coral Sul, o primeiro projeto sobre as enormes reservas de gás descobertas em Moçambique arrancou em junho de 2017.

Sobre a Rovuma LNG, a ENI e a Exxon entregaram um plano de desenvolvimento ao Governo a 5 de julho do ano passado, estando a aguardar a resposta do Governo e esperando-se a Decisão Final de Investimento "em 2019", disse a petrolífera.

"O plano prevê o início da exploração em 2024 e a produção de cerca de 22 biliões de pés cúbicos por um período de 25 anos, incluindo 1,4 biliões de pés cúbicos para o mercado interno" moçambicano.

Na sexta-feira, a ENI anunciou os resultados de 2018, nos quais obteve um lucro líquido de 4.226 milhões de euros, 25% mais do que em 2017.

O lucro ajustado foi de 4.592 milhões de euros, um aumento de 93% relativamente a 2017.

Durante a reunião do conselho de administração, foi proposto um dividendo de 0,83 euros por ação, dos quais 0,42 euros por ação já forma pagos em setembro.

O fluxo de caixa líquido das atividades operacionais do grupo foi de 13.651 milhões de euros, 35% mais do que os 10.117 milhões obtidos em 2017, e o endividamento financeiro foi de 8.289 milhões de euros, uma quebra de 24% relativamente ao ano anterior, quando chegou aos 10.916 milhões.

A produção de hidrocarbonetos da companhia atingiu um recorde histórico em 2018, situando-se em 1,85 milhões de barris de barris equivalentes de petróleo por dia, representando um crescimento de 2,5% em relação a 2017.

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