Primeiro-ministro israelita diz que visita ao Chade marca "avanço histórico"

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, qualificou hoje como um "avanço histórico" a sua visita ao Chade, país africano de maioria muçulmana com o qual Israel se prepara para retomar relações, avançou o seu gabinete.

Antes da partida, Netanyahu afirmou que visita "a um enorme país muçulmano, na fronteira com a Líbia e o Sudão, marca um avanço histórico", segundo um comunicado divulgado pelo seu gabinete.

"Esta visita integra-se na revolução que estamos a travar no mundo árabe e muçulmano, que eu prometi realizar", sublinhou o primeiro-ministro.

Netanyahu adiantou ainda que a sua visita ao Chade trará "boas notícias", referindo-se a um possível restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, que o Chade tinha quebrado em 1972.

"Tudo isto irrita o Irão e os palestinianos, que tentam impedi-lo [aproximação com os países árabes ou muçulmanos], mas não terão sucesso", exclamou.

Esta visita, que deverá durar apenas um dia, segue-se à do Presidente do Chade, Idriss Déby Itno, a Israel, em novembro.

Netanyahu anunciou na altura a sua intenção de restabelecer das relações diplomáticas com o Chade, um país com cerca de 15 milhões de habitantes, durante a sua viagem à capital do Chade, N'Djamena.

Netanyahu está empenhado numa campanha para estabelecer ou renovar laços com países, incluindo em África, que se recusam a reconhecer Israel, ou que se distanciaram na sequência do conflito com a Palestina.

Em novembro, Benjamin Netanyahu e Idriss Déby Itno recusaram-se a dizer se as suas discussões incluíam acordos de armamento. O Chade é um dos Estados africanos envolvidos na luta contra os grupos extremistas Boko Haram e Estado Islâmico na África Ocidental.

Nesse mesmo mês, recebeu veículos e navios militares no valor de 1,3 milhões de dólares (cerca de 1,15 milhões de euros) dos Estados Unidos, o principal aliado de Israel.

A pressão das nações muçulmanas africanas, acentuada pelas guerras israelo-árabes de 1967 e 1973, levou alguns Estados africanos a romper com Israel.

Mas, nos últimos anos, Israel tem oferecido oportunidades de cooperação em áreas que vão desde a segurança à tecnologia e à agricultura, para desenvolver as suas relações no continente africano.

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