Primeira edição da feira de arte contemporânea JustLX reúne 43 galerias em Lisboa

A primeira edição da feira internacional de arte contemporânea JustLX vai decorrer de 17 a 20 de maio, no Museu da Carris, em Lisboa, com 43 galerias, 15 portuguesas e duas brasileiras, foi hoje anunciado pela organização.

De acordo com a ArtFairs, entidade espanhola que organiza a feira, e que fez hoje a apresentação aos jornalistas, em Lisboa, o tema desta primeira edição será "o compromisso tecnológico e meio-ambiental, como ponto de partida na criação contemporânea".

Daniel Silvo, um dos membros da direção artística do certame, disse à agência Lusa que esta feira não pretende fazer concorrência à ARCOlisboa, mas sim "constituir-se como um complemento, com um perfil de galerias, também contemporâneo, de qualidade e internacional".

A terceira edição da ARCOlisboa - Feira Internacional de Arte Contemporânea de Lisboa vai regressar este ano à Cordoaria Nacional, no mesmo período, com 71 galerias de arte contemporânea de 14 países.

"Nós somos diferentes e seremos um complemento", apontou Daniel Silvo, comissário e artista, acrescentando que a ideia é aproveitar os visitantes da ARCOlisboa, interessados em arte e apresentar mais uma oferta no mesmo setor.

A empresa espanhola ArtFairs organiza a JustMad -- Feira Internacional de Arte Emergente desde há nove anos, em Madrid, uma feira de arte contemporânea internacional que recebe cerca de 20 mil visitantes por ano e tem a participação regular de quatro a seis galerias portuguesas, disse à Lusa Daniel Silvo.

Lisboa não será a primeira internacionalização da JustMad, já que, em 2012, organizaram uma feira de arte contemporânea em Miami, nos Estados Unidos.

Aposta forte da JustLX serão iniciativas artísticas no continente africano, com uma secção coordenada pela artista Gloria Oyarzábal, que irá colocar em destaque as propostas de artistas e galerias em África.

O projeto conta ainda na direção com o português Lourenço Egreja - comissário independente e um dos fundadores do Carpe Diem Arte e Pesquisa - e Semíramis González.

No programa geral estão as galerias 111, (Lisboa, Portugal), Fúcares (Almagro, Espanha), Módulo (Lisboa, Portugal), 55sp (São Paulo, Brasil), Gema Llamazares (Gijón, Espanha), Trema (Lisboa, Portugal), Espacio Líquido (Gijón, Espanha), Arte Periférica (Lisboa, Portugal), Aurora Vigil-Escalera (Gijón, Espanha), Art Concept Alternative (Flórida -- Estados Unidos), A Pequena Galeria (Lisboa, Portugal), Guillermina Caicoya (Oviedo, Espanha), Puxa Gallery (Madrid, Espanha).

Também participam, entre outras, a Nordés (Santiago de Compostela, Espanha), Kernel (Cáceres, Espanha), Via Thorey Galeria (Vitória, Brasil), Galeria Primner (Lisboa, Portugal), Acervo (Lisboa, Portugal), Galeria Monumental (Lisboa, Portugal), Astarté (Madrid, Espanha), Galeria Sete (Coimbra, Portugal), Galeria São Mamede (Lisboa, Portugal), Galeria Bessa Pereira, (Lisboa, Portugal).

Galeria Salgadeiras (Lisboa, Portugal), Metro (Santiago de Compostela, Espanha), Carla Lariot Projects (Londres, Reino Unido), Perve (Lisboa, Portugal), The Space next Door (Madrid, Espanha), Heart Beats (Cidade do México, México), UFO Fabrik (Trento, Itália) e Arancha Osoro (Oviedo, España) estão igualmente representadas.

As galerias que participam na secção África serão anunciadas brevemente, segundo a organização.

Ler mais

Exclusivos

Adolfo Mesquita Nunes

Premium Derrotar Le Pen

Marine Le Pen não cativou mais de dez milhões de franceses, nem alguns milhões mais pela Europa fora, por ter sido estrela de conferências ou por ser visita das elites intelectuais, sociais ou económicas. Pelo contrário, Le Pen seduz milhões de pessoas por ter sido excluída desse mundo: é nesse pressuposto, com essa medalha, que consegue chegar a todos aqueles que, na sequência de uma crise internacional e na vertigem de uma nova economia digital, se sentem excluídos, a ficar para trás, sem oportunidades.

João Taborda da Gama

Premium Temos tempo

Achamos que temos tempo mas tempo é a única coisa que não temos. E o tempo muda a relação que temos com o tempo. Começamos por não querer dormir, passamos a só querer dormir, e por fim a não conseguir dormir ou simplesmente a não dormir, antes de passarmos o resto do tempo a dormir, a dormir com os peixes. A última fase pode conjugar noites claras e tardes escuras, longas sestas de dia com um dormitar de noite. Disse-me um dia o meu barbeiro que os velhotes passam a noite acordados para não morrerem de noite, e se ele disse é porque é.