Presidente da Fed considera que economia dos EUA tem bases para crescimento forte

O presidente da Reserva Federal (Fed), Jerome Powell, disse hoje que entende que as condições para um aumento do ritmo de crescimento da economia norte-americana existem e classificou como temporária a recente diminuição do seu ritmo.

As afirmações de Powell sucedem a estatísticas que indicaram a retração do consumo privado, o pilar da economia dos EUA, durante este inverno, com as vendas do comércio retalhista a caírem fortemente em dezembro e a recuperarem modestamente em janeiro.

No mesmo sentido apontaram os números sobre a produção industrial, cujo crescimento perdeu força. No relativo à construção de casas e respetivas vendas, as estatísticas indicam mesmo uma descida em 2018.

Também a ilustrar esta tendência, o Banco da Reserva Federal em Atlanta indicou que a economia na área da sua jurisdição cresceu no primeiro trimestre a um ritmo anualizado de apenas 0,4%.

Mas, na opinião de Powell, as condições para um revigorar do consumo privado estão presentes. A confiança dos consumidores recuperou depois da queda que teve durante os 35 dias de encerramento de agências e serviços governamentais, o designado 'shutdown', enquanto os salários estão a subir consistentemente e o emprego está saudável.

"Isto parece um contexto no qual o consumo tem um apoio subjacente", considerou.

Já quando instado a comentar a divergência de previsões de crescimento económico entre a Fed e a Casa Branca, Powell escusou-se a responder. A Fed espera uma taxa de crescimento anual de 2,1%, um ponto percentual abaixo do número avançado pelo governo, o que representa em termos absolutos uma diferença de 200 mil milhões de dólares (175 mil milhões de euros).

Apesar de várias notícias sobre as elevadas expectativas económicas da Casa Branca, Powell disse que não estava familiarizado com estes números.

"Não vi a projeção", da Casa Branca, disse Powell, durante a conferência de imprensa, acrescentando: "Não vou comentar a projeção".

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