PR/Costa do Marfim: Marcelo elogia centro de transferência de lixo da Mota-Engil em visita à chuva

Abidjan, 14 jun 2019 - O Presidente da República visitou hoje um centro de tratamento de lixo construído e operado pela Mota-Engil, em Abidjan, que apontou como "uma infraestrutura essencial" e "um exemplo de confiança" entre portugueses e costa-marfinenses.

Durante esta visita, começou a chover com cada vez mais força, enquanto Marcelo Rebelo de Sousa percorria um espaço exterior onde se alinhavam dezenas de trabalhadores costa-marfinenses. Alguns chapéus de chuva foram distribuídos, mas eram insuficientes.

Apesar da chuva, o chefe de Estado fez questão de cumprimentar, um por um, os trabalhadores, que lhe batiam palmas. A meio do percurso, tentaram que entrasse no carro, o que recusou, prosseguindo até ao final da longa fila.

Só mais à frente havia um pavilhão - com camiões que levam o lixo recolhido de dois terços da cidade de Abidjan, até 2.600 toneladas por dia, para um aterro -, onde o chefe de Estado e toda a sua comitiva, deputados, empresários e autoridades locais entraram, encharcados.

O vice-presidente da Costa do Marfim, Daniel Kablan Duncan, o presidente da Mota-Engil, António Mota, e o ex-ministro Paulo Portas, membro do conselho consultivo desta empresa, acompanharam a visita de Marcelo Rebelo de Sousa, que salientou a cooperação entre portugueses e costa-marfinenses neste centro de tratamento de resíduos.

"Juntos, mostraram que são capazes de encontrar as respostas necessárias pelo bem-estar da população. Parabéns", afirmou o Presidente da República.

"É uma infraestrutura essencial para a vida, para a saúde, para o futuro da comunidade", acrescentou.

Antes, o chefe de Estado recebeu um doutoramento 'honoris causa', na Universidade Félix Houphouët-Boigny, e fez um discurso de agradecimento centrado no papel da juventude para o combate às alterações climáticas, a revolução digital, a luta contra a pobreza, o racismo e a guerra.

Na sua intervenção, em francês, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou que a sua vocação "sempre foi a universidade" e considerou que "ser professor é infinitamente mais importante do que ser Presidente da República".