Portugal vence Dinamarca e conquista Torneio Internacional do Porto

Póvoa de Varzim, Porto, 21 abr 2019 (Lusa) -- A seleção portuguesa de futebol de sub-18 conquistou hoje o Torneio Internacional do Porto, ao vencer por 2-1 a Dinamarca, no terceiro e último jogo da prova, na qual terminou em igualdade pontual com a França.

A equipa treinada por Rui Bento inaugurou o marcador no Estádio do Varzim aos 65 minutos, por intermédio de Marcos Paulo, mas os dinamarqueses restabeleceram a igualdade aos 75, através de Ahmed Daghim, antes de Rodrigo Valente marcar, aos 84, o golo que permitiu à seleção lusa vencer o jogo e o torneio.

A seleção portuguesa, que tinha empatado 1-1 com a França, na estreia, e vencido por 3-1 o México, na segunda ronda, beneficiou também do resultado registado no outro jogo realizado hoje, que terminou com a vitória da equipa francesa sobre o México, por 2-0.

Portugal e França terminaram no topo da classificação, ambos com sete pontos e a mesma diferença de golos (três favoráveis), mas a 'equipa das quinas' impôs-se no critério de desempate seguinte, o maior número de golos marcados (os portugueses concretizaram seis, contra cinco dos franceses).

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1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?