Portugal empenhado em fazer história na estreia nos Mundiais de surf adaptado

O atleta Nuno Vitorino quer fazer história na estreia de Portugal em campeonatos mundiais de surf adaptado, marcando presença numa final, na qual competirá para ganhar.

"Quero chegar a uma final, e as finais são para ganhar", afirmou Nuno Vitorino à agência Lusa, a poucos dias da 3.ª edição dos Mundiais de surf adaptado, em La Jolla, na Califórnia.

Nuno Vitorino destacou o facto de esta ser "uma participação histórica para Portugal" e "todo o trabalho feito pela Federação Portuguesa de Surf e pelo Instituto Português da Juventude para que esta participação fosse uma realidade".

O surfista, que foi nadador paralímpico, lembrou que a sua participação nos Mundiais, que decorrem entre 29 de novembro e 03 de dezembro, começou há mais de dois anos.

"Estou a preparar-me há mais de dois anos, quando a Associação Internacional de Surf (ISA) criou a competição comecei logo a trabalhar para estar na linha de frente assim que Portugal tivesse condições para levar uma seleção", explicou.

O atleta, de 40 anos, considerou que esta sua participação na competição, que junta surfistas de 20 países, vai mudar o panorama do surf adaptado em Portugal.

"É um momento histórico e nada mais será igual no surf adaptado português. Acredito que no futuro poderemos ter seleção mais alargada em grandes competições", referiu.

Nuno Vitorino admitiu mesmo uma possível participação portuguesa em Jogos Paralímpicos, "porque já existem movimentações para que o surf adaptado seja integrado nos Jogos Paris2024".

No Mundial de surf adaptado, os atletas competem em 'heats' de quatro participantes cada, divididos por categorias consoante o grau e tipo de deficiência.

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