Petróleo: Governo transforma Portugal em "offshore ambiental" - Movimento Climáximo

O dirigente da Climáximo e ativista ambiental João Camargo acusou hoje o Governo de estar a criar uma espécie de "offshore ambiental", em que "não é preciso cumprir as leis ambientais", numa alusão à permissividade face à indústria petrolífera.

O responsável da Climáximo, organização pela justiça climática e combate à exploração de petróleo, gás, carvão, reagia assim, em declarações à agência Lusa, à decisão da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de dispensar um estudo de impacto ambiental à prospeção de petróleo ao largo de Aljezur, pelo consórcio Eni/Galp.

João Carmargo admitiu que, "infelizmente" não ficou surpreendido com a decisão da APA, porque sempre avisou que o processo de consulta prévia era "uma farsa" montada pelo Governo e pelo PS para evitar o estudo de impacto ambiental à "indústria mais destrutiva que já existiu", que é a indústria petrolífera.

De acordo com o ativista da Climáximo, o Governo cria"regras de exceção" para a indústria petrolífera, tornando Portugal numa espécie de "offshore ambiental" para este setor.

"É um Governo jagunço da indústria petrolífera", disse João Camargo.

A Climáximo vai realizar na sexta-feira (18:00) uma sessão pública de esclarecimento e protesto junto à sede da Galp, em Lisboa, pedindo uma outra política pública para o Ambiente.

Entretanto, o presidente da APA, Nuno Lacasta, justificou a decisão da APA referindo que "não foram identificados impactos negativos significativos" na realização do furo de prospeção petrolífera ao largo de Aljezur.

A decisão da APA foi anunciada hoje em conferência de imprensa, na sede da Agência, no último dia do prazo previsto.

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