Peritos japoneses vão apoiar estudo para encerrar maior lixeira de Moçambique

O Governo do Japão vai apoiar com especialistas a realização de um estudo de viabilidade para o encerramento da lixeira de Hulene, a maior de Moçambique e onde um aluimento matou 16 pessoas em maio, anunciou o embaixador.

"Para garantir a segurança das pessoas que vivem ao redor da lixeira de Hulene, manifestamos a vontade de criar uma parceria com o Ministério do Ambiente de Moçambique", disse o embaixador japonês em Maputo, Tadahike Ito, citado hoje pelo diário Notícias.

Com a ajuda de peritos japoneses, será feito um estudo de viabilidade para o encerramento da lixeira de Hulene, localizado em Maputo, acrescentou Tadahike Ito.

Por seu turno, o ministro moçambicano da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural de Moçambique, Celso Correira, afirmou que a realização do estudo de viabilidade será o primeiro passo para o encerramento da lixeira de Hulene.

"Este estudo é o primeiro passo para atingirmos o nosso objetivo", declarou Celso Correia.

No início de março, o Governo moçambicano anunciou que 1.750 famílias serão retiradas das imediações da lixeira de Hulene, numa operação estimada em 110 milhões de dólares (89,3 milhões de euros).

Em maio, 16 pessoas morreram soterradas, na sequência de um aluimento na lixeira de Hulene, que atingiu as casas construídas nas imediações.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Saúde

Empresa de anestesista recebeu meio milhão de euros num ano

Há empresas (muitas vezes unipessoais) onde os anestesistas recebem o dobro do oferecido no Serviço Nacional de Saúde para prestarem serviços em hospitais públicos carenciados. Aquilo que a lei prevê como exceção funciona como regra em muitas unidades hospitalares. Ministério diz que médicos tarefeiros são recursos de "última instância" para "garantir a prestação de cuidados de saúde com qualidade a todos os portugueses".