Pelo menos nove mortos e 43 feridos em atropelamento no centro da China

Pelo menos nove pessoas morreram e 43 ficaram feridas num atropelamento, aparentemente intencional, por um automóvel, ocorrido hoje numa praça movimentada da cidade chinesa de Hengyang (centro do país), noticiaram meios locais.

O condutor, um homem de 54 anos, foi detido pela polícia depois de ter avançado com o seu automóvel na praça Binjiang.

O homem também poderá ter atacado algumas das vítimas com uma arma branca, já que meios locais relatam que algumas pessoas apresentavam ferimentos de punhaladas.

As autoridades locais consideraram, num comunicado, que se tratou de um "ato deliberado" e com a intenção de causar danos máximos, mas não referiram estar em causa um ataque terrorista.

Yang teria antecendentes criminais por delitos relacionados com drogas e fogos postos, segundo o comunicado do governo local, que referiu que a polícia prossegue as investigações e os feridos foram investigados.

Imagens de vídeo captadas por testemunhas mostram dezenas de pessoas a correr, em pânico, a fugir da praça, e pessoas feridas no chão e outras a tentar ajudá-las.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

O populismo entre nós

O sucesso eleitoral de movimentos e líderes populistas conservadores um pouco por todo o mundo (EUA, Brasil, Filipinas, Turquia, Itália, França, Alemanha, etc.) suscita apreensão nos países que ainda não foram contagiados pelo vírus. Em Portugal vários grupúsculos e pequenos líderes tentam aproveitar o ar dos tempos, aspirando a tornar-se os Trumps, Bolsonaros ou Salvinis lusitanos. Até prova em contrário, estas imitações de baixa qualidade parecem condenadas ao fracasso. Isso não significa, porém, que o país esteja livre de populismos da mesma espécie. Os riscos, porém, vêm de outras paragens, a mais óbvia das quais já é antiga, mas perdura por boas e más razões - o populismo territorial.

Premium

João Gobern

Navegar é preciso. Aventuras e Piqueniques

Uma leitura cruzada, à cata de outras realidades e acontecimentos, deixa-me diante de uma data que, confesso, chega e sobra para impressionar: na próxima semana - mais exatamente a 28 de novembro - cumpre-se meio século sobre a morte de Enid Blyton (1897-1968). Acontece que a controversa escritora inglesa, um daqueles exemplos que justifica a ideia que cabe na expressão "vícios privados, públicas virtudes", foi a minha primeira grande referência na aproximação aos livros. Com a ajuda das circunstâncias, é certo - uma doença, chata e "comprida", obrigou-me a um "repouso" de vários meses, longe da escola, dos recreios e dos amigos nos idos pré-históricos de 1966. Esse "retiro" foi mitigado em duas frentes: a chegada de um televisor para servir o agregado familiar - com direito a escalas militantes e fervorosas no Mundial de Futebol jogado em Inglaterra, mas sobretudo entregue a Eusébio e aos Magriços, e os livros dos Cinco (no original The Famous Five), nada menos do que 21, todos lidos nesse "período de convalescença", de um forma febril - o que, em concreto, nada a tinha que ver com a maleita.