Partido no poder na África do Sul inicia campanha para eleições de maio

O Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), no poder na África do Sul, lança hoje a sua campanha para as eleições gerais em maio, que prometem testar o partido que lidera o país desde 1994.

À frente da África do Sul desde o fim do 'apartheid', o ANC enfrenta agora alguma divisão dentro do partido, que se vê a perder força e dividido devido à recessão económica.

O ANC foi liderado durante nove anos por Jacob Zuma, ex-Presidente do país que viu a sua envolvência em vários escândalos de corrupção abalarem a estabilidade do partido.

A substituição de Zuma por Cyril Ramaphosa na presidência do país, em fevereiro do ano passado, levou ao abrandamento da queda dentro do partido que, nas últimas eleições locais, em 2016, perdeu vários municípios - entre os quais Joanesburgo e Pretória.

Uma sondagem realizada pela consultora de mercado Ipsos atribuiu 61% das intenções de voto e uma maioria absoluta no parlamento, verificando uma subida face aos 54% registados no exercício eleitoral de há dois anos.

Ainda assim, o Presidente reconheceu, durante esta semana, que o ANC "conheceu o fracasso, o declínio" e considerou que o partido está "num momento-chave" da história, no qual "se deve renovar".

A África do Sul, assinala em 2019 25 anos desde o fim do regime segregacionista do 'apartheid', mas continua a enfrentar uma crise humanitária, com milhões de sul-africanos a viver em favelas, sem acesso a eletricidade ou saneamento e com problemas na educação e saúde pública.

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