Parlamento ucraniano aprova fim de tratado de amizade com a Rússia

O parlamento ucraniano aprovou hoje simbolicamente o fim de um tratado de amizade e cooperação com a Rússia, após mais de quatro anos de crise e um confronto militar aberto no estreito de Kerch no final de novembro.

Proposta pelo Presidente Petro Porochenko, a medida, que deverá entrar em vigor em abril, foi apoiada por 277 deputados, quando era necessário um mínimo de 226 votos favoráveis.

A Ucrânia recusou também renovar o tratado, que entrou em vigor em abril de 1999 e que era prolongado automaticamente a cada 10 anos.

A Rússia apreendeu, a 25 de novembro, três navios de guerra ucranianos que tentavam passar do Mar Negro para o de Azov, capturando 24 elementos das tripulações.

Trata-se do primeiro confronto militar aberto entre Moscovo e Kiev depois da anexação pela Rússia, em 2014, da península ucraniana da Crimeia, e do início do conflito armado no leste da Ucrânia entre as forças governamentais e os separatistas pró-russos.

Kiev e os seus aliados no Ocidente acusam a Rússia de instigar o conflito, que já causou mais de 10 mil mortos, e de apoiar militarmente os separatistas, o que Moscovo rejeita.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Daniel Deusdado

Começar pelas portagens no centro nas cidades

É fácil falar a favor dos "pobres", difícil é mudar os nossos hábitos. Os cidadãos das grandes cidades têm na mão ferramentas simples para mudar este sistema, mas não as usam. Vejamos a seguinte conta: cada euro que um português coloca num transporte público vale por dois. Esse euro diminui o astronómico défice das empresas de transporte público. Esse mesmo euro fica em Portugal e não vai direto para a Arábia Saudita, Rússia ou outro produtor de petróleo - quase todos eles cleptodemocracias.