Organização diz que Fórum de Davos está envolto numa "profunda incerteza global"

O Fórum Económico de Davos, na Suíça, que terá início na próxima semana, estará envolto numa "profunda incerteza global", disseram hoje os organizadores, considerando que o Presidente brasileiro deverá estar em destaque devido à ausência do líder norte-americano.

O Fórum Económico Mundial (WEF, na sigla em inglês), que reunirá de 21 a 25 de janeiro a elite económica e política mundial na estação de esqui de Davos, espera 3.000 participantes, incluindo 65 chefes de Estado ou de governo, vai discutir "o arquitetura do globo na era da 4 ª revolução industrial".

"Estamos a entrar num período de profunda instabilidade global", alertou o fundador e presidente executivo da WEF, Klaus Schwab, apontando as mudanças das novas tecnologias, mas também para as alterações nos equilíbrios geopolíticos.

Nesse sentido, depois de um inesperado discurso de livre comércio do líder chinês, Xi Jinping, em 2017, e da chegada do Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, em 2018, o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, será apresentado na edição deste ano de 2019.

Após a tomada de posse no dia 01 de janeiro, esta é a primeira viagem internacional de Jair Bolsonaro, na qual se fará acompanhar do seu ministro da Economia, Paulo Guedes.

Jair Bolsonaro fará o discurso inaugural do Fórum na próxima terça-feira à tarde.

Donald Trump anunciou na semana passada que não iria viajar para Davos, justificando a ausência com a paralisia parcial da administração federal dos Estados Unidos da América.

No entanto, o representante da Casa Branca será substituído por vários funcionários do governo norte-americano, incluindo o secretário de Estado, Mike Pompeo, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e o secretário do Comércio, Wilbur Ross, confirmou hoje o presidente do WEF, Borge Brende.

Mesmo com a ausência de Donald Trump, o fórum realizará "debates cruciais sobre como continuar a globalização", acrescentou o responsável pelo evento.

O Presidente francês, Emmanuel Mácron, também não participará na reunião, justificando a ausência com a "agenda sobrecarregada".

Por outro lado, a chanceler alemã, Angela Merkel, marcará presença, assim como o seu homólogo austríaco, Sebastian Kurz, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e os chefes dos governos italiano, espanhol, holandês, norueguês e israelita.

Exclusivos