ONU na Guiné-Bissau felicita parlamento por aprovação da Lei da Paridade

A representação das Nações Unidas na Guiné-Bissau saudaram hoje a nova lei da paridade aprovada no país, considerando-a como uma forma mais justa de aumentar a representatividade das mulheres na política guineense.

A posição surge numa carta, envida à imprensa, por aquela representação, a propósito da aprovação pela Assembleia Nacional Popular da lei que aumenta a representação de mulheres no parlamento do país.

"É com grande satisfação pessoal e profissional que nós, as Nações Unidas na Guiné-Bissau, testemunhamos a aprovação pela Assembleia Nacional da Lei de Paridade, legislação que permitirá às mulheres da Guiné-Bissau obter uma representação mais justa na política", pode ler-se na carta.

Na carta, a ONU recorda a lei aprovada é o "resultado de um trabalho árduo dos guineenses que começou com a Declaração de Canchungo", a defender a promoção e igualdade do género.

"Todos os guineenses, homens e mulheres, devem sentir-se orgulhosos por o seu país estar entre os cinco primeiros países da sub-região a dar um passo significativo no sentido de garantir uma maior igualdade de género na participação política e na tomada de decisão nacional. Continuando com esta tendência, a Guiné-Bissau poderá em breve juntar-se aos dez principais países africanos com o maior número de mulheres no parlamento", salienta a carta da ONU.

O parlamento guineense aprovou no início de agosto uma lei que fixa uma quota mínima de 36% de mulheres nas listas de candidaturas para cargos eletivos.

As mulheres na Guiné-Bissau representam 52% do total da população (cerca de 1,7 milhões de habitantes).

A lei ainda não foi enviada para a Presidência da República, mas a expectativa da deputada Susi Barbosa, que preside à rede das mulheres parlamentares do país, é que seja promulgada pelo chefe de Estado ainda antes das eleições legislativas, previstas para 18 de novembro.

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