ONU apela a Bolsonaro que mantenha programas dirigidos às mulheres no Brasil

A representante das Nações Unidas Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, apelou hoje ao Governo de Jair Bolsonaro para manter os programas desenvolvidos nos últimos anos a favor das mulheres.

Depois de cinco anos no Brasil e apesar de os índices de violência e equidade terem tido "pequenas variações", Nadine Gasman salientou que as mulheres no país estão "mais habilitadas" e por isso defende a "continuidade e fortalecimento" dos programas e políticas que têm sido desenvolvidos com este novo governo.

"O meu apelo é para verem o que foi feito, manterem e melhorarem o necessário e desenvolver novos programas e políticas para as mulheres", disse Gasman, que vai para o México trabalhar na equipa do Presidente do país, Andres Manuel Lopez Obrador.

A representante da ONU Mulheres começou o seu mandato no Brasil em julho de 2013 e desde então tem trabalhado com o Governo e a sociedade civil em várias frentes que dizem diretamente respeito às mulheres, como a violência, o racismo, a capacitação económica e política, e a segurança.

A luta para acabar com a violência contra as mulheres tem sido uma prioridade, segundo Nadine Gasman, considerando esta uma "grande vitória", porque é uma questão que tem visibilidade e para a qual existe "uma maior conscientização da sociedade e das autoridades".

De acordo com Gasman, no Brasil 13 mulheres são assassinadas todos os dias. Desde o início do ano cerca de 120 mulheres já perderam a vida, de acordo com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

Nadine Gasman, médica de profissão, foi escolhida por Lopez Obrador para dirigir o Instituto Nacional das Mulheres no México, referindo que se sente "honrada e feliz" com o seu novo cargo.

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