Oitava morte em centros de detenção de imigrantes nos Estados Unidos desde outubro

Com a morte de um imigrante de origem mexicana no Centro de Detenção de Stewart, em Lumpkin (Geórgia), sobe para oito o número de óbitos entre pessoas sob custódia do Serviço Imigração e Fronteiras (ICE) nos Estados Unidos.

O número de mortes desde outubro de 2017, quando começou o ano fiscal, já vai em oito, informou esta agência federal.

Efraín De La Rosa, de 40 anos, foi declarado morto na noite de quinta-feira num hospital na Georgia, para onde foi transferido após ser encontrado inconsciente na sua cela, de acordo com um comunicado da ICE divulgado hoje.

As autoridades apontam para o estrangulamento autoinfligido como causa preliminar da morte do imigrante, embora ainda estejam investigando o acontecimento.

De La Rosa estava sob custódia do ICE desde 11 de março, depois de ser preso no Condado de Wake, Carolina do Norte, sob a acusação de roubo.

Representantes de organizações de defesa de imigrantes lamentaram a morte de De La Rosa e exigiram o encerramento do centro de detenção de imigrantes.

"Essa horrível tragédia marca a terceira morte em Stewart em menos de 15 meses. Quantas pessoas mais têm que morrer antes que o governo feche este lugar horrível?", questionou Azadeh Shahshahani, diretor jurídico da organização do Project South.

A Project South publicou este ano um relatório denunciando alegados abusos e violações dos direitos humanos que ocorrem nos centros de detenção de imigrantes da Geórgia, em Stewart e Irwin.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

Legalização da canábis, um debate sóbrio 

O debate público em Portugal sobre a legalização da canábis é frequentemente tratado com displicência. Uns arrumam rapidamente o assunto como irrelevante; outros acusam os proponentes de usarem o tema como mera bandeira política. Tais atitudes fazem pouco sentido, por dois motivos. Primeiro, a discussão sobre o enquadramento legal da canábis está hoje em curso em vários pontos do mundo, não faltando bons motivos para tal. Segundo, Portugal tem bons motivos e está em boas condições para fazer esse caminho. Resta saber se há vontade.

Premium

nuno camarneiro

É Natal, é Natal

A criança puxa a mãe pela manga na direcção do corredor dos brinquedos. - Olha, mamã! Anda por aqui, anda! A mãe resiste. - Primeiro vamos ao pão, depois logo se vê... - Mas, oh, mamã! A senhora veste roupas cansadas e sapatos com gelhas e calos, as mãos são de empregada de limpeza ou operária, o rosto é um retrato de tristeza. Olho para o cesto das compras e vejo latas de atum, um quilo de arroz e dois pacotes de leite, tudo de marca branca. A menina deixa-se levar contrariada, os olhos fixados nas cores e nos brilhos que se afastam. - Depois vamos, não vamos, mamã? - Depois logo se vê, filhinha, depois logo se vê...