Obras na ponte internacional do Guadiana só vão terminar no final de 2020 - IP

Redação, 18 abr 2019 (Lusa) -- As obras na ponte internacional do Guadiana, anunciadas em junho de 2017, deveriam ter terminado em 2018, mas problemas com um empreiteiro e danos detetados nos tirantes vão alargar os trabalhos até final de 2020, revelou a Infraestruturas de Portugal.

A nova data de finalização da requalificação da ponte entre o Algarve e a região espanhola da Andaluzia foi avançada à agência Lusa pela Infraestruturas de Portugal, depois de ser questionada pelo alcance de uma portaria publicada a 11 de abril em Diário da República e que autorizou a empresa "a proceder à repartição de Encargos relativos ao contrato da Empreitada «IP1, KM 132+500, Ponte Internacional sobre o Rio Guadiana. Substituição do sistema de tirantes»".

Na portaria, as tutelas das finanças e do Planeamento e Infraestruturas dão autorização à Infraestruturas de Portugal (IP) para "proceder à repartição de encargos relativos ao contrato da Empreitada" até "ao montante global de (euro) 8.600.000,00, dos quais (euro) 4.300.000,00 serão comparticipados pelo Reino de Espanha".

Refere ainda a portaria que: "os encargos orçamentais decorrentes da execução do contrato acima referido são repartidos da seguinte forma, não podendo exceder estes valores em cada ano económico: Em 2019: (euro) 3.612.000,00; Em 2020: (euro) 4.988.000,00".

Em junho de 2017, a IP e o então ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, anunciaram a realização dessa obra, com um prazo de execução de 525 dias, tendo o ministro participado na ocasião, com o homólogo espanhol, numa cerimónia de apresentação junto à Ponte Internacional do Guadiana, onde há largos meses são visíveis estruturas, trabalhadores e limitações de velocidade, mas com trânsito a circular.

Questionada sobre se o prazo inicial de 525 dias ia ser ou não cumprido, a empresa pública que gere as estradas portuguesas respondeu que, "após a verificação de incumprimento por parte da empresa adjudicatária, Soares da Costa, SA, que se revelou incapaz de dar início aos trabalhos, a IP viu-se obrigada a proceder à resolução contratual, que ocorreu a 21 de dezembro de 2017".

A IP referiu que foi "necessário lançar um novo procedimento de concurso para a execução da empreitada, o que provocou o atraso do início da obra", e depois, "já na fase de desenvolvimento dos trabalhos, verificou-se a existência de uma maior amplitude e diversidade de elementos a intervencionar, tendo-se concluído pela necessidade de se proceder à substituição Integral do sistema de tirantes existente na ponte".

"Esta situação só foi possível de detetar em fase de execução, após a desmontagem de elementos do sistema instalado, incluindo a realização de endoscopias ao interior dos tubos cofrantes e a medição dos respetivos desvios angulares dos tirantes", justificou a IP.

A mesma fonte argumentou ainda que teve que abrir "um procedimento de concurso complementar para a realização unicamente dos trabalhos de reabilitação dos tirantes" e proceder a "uma reprogramação dos trabalhos da empreitada, envolvendo duas intervenções em simultâneo, com novos planos", que "decorrerão, em simultâneo, durante o ano de 2019 e 2020".

A publicação da portaria "permitirá retomar, num prazo de três meses, os ritmos de execução inicialmente expectáveis" e prevê-se que, "com os prazos de execução revistos", as empreitadas possam estar "concluídas até final de 2020".

"Importa ainda salientar que, não obstante o prolongamento verificado relativamente à execução da empreitada, não se configuram riscos para a segurança de pessoas e bens na utilização da Ponte Internacional do Guadiana", assegurou a IP.

Ler mais

Exclusivos