Novo sismo atinge Filipinas, um dia após terramoto causar pelo menos 11 mortos

Manila, 23 abr 2019 (Lusa) - Um novo terramoto de magnitude 6,3 foi registado hoje na região central das Filipinas, um dia após um sismo de 6,1 ter atingido o norte e causar a morte a pelo menos 11 pessoas.

O novo terramoto foi registado a 13 quilómetros a leste de Tutubigan, na região central do país, a uma profundidade de 70,2 quilómetros, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Desconhece-se de momento se este sismo causou vítimas ou danos materiais.

Pelo menos 11 pessoas morreram e 24 estão ainda desaparecidas após o desmoronamento de edifícios nas Filipinas na sequência do sismo de segunda-feira, de acordo com um novo balanço divulgado hoje pelas autoridades.

As equipas de resgate encontraram mais corpos durante a noite nos escombros de um supermercado que caiu depois do terramoto que danificou edifícios e um aeroporto no norte das Filipinas.

O autarca de Condralito dela Cruz disse que os corpos de quatro vítimas foram retirados do que restava de um supermercado na cidade de Porac, a cerca de 100 quilómetros a noroeste de Manila.

Os socorristas usaram guindastes, pés-de-cabra e cães pisteiros para procurar pessoas nos escombros, algumas dos quais continuavam a gritar por ajuda.

Durante as operações foram utilizados tubos para bombear oxigénio, na esperança de ajudar as pessoas presas a respirar.

Hoje, as equipas de resgate conseguiram retirar com vida dos escombros mais uma pessoa.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?