Novo presidente do STJ são-tomense promete "credibilizar" a justiça

São Tomé 10 jul (Lusa) - O novo presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) são-tomense, Roberto Raposo, prometeu hoje "credibilizar a justiça para fazer renascer o prestígio da magistratura".

Investido hoje no cargo de presidente do STJ, Roberto Raposo que já foi ministro da Justiça e direitos humanos e Procurador Geral da República sublinhou que vai trabalhar para "uma Justiça célere e bem administrada em nome do povo".

No seu discurso de tomada de posse, o presidente do STJ que substitui no cargo Silva Fomes Cravid, exonerado e reformado compulsivamente através de uma resolução parlamentar, Roberto Raposo lembra que "com experiência e reconhecido mérito dos juízes e magistrados", empossados segunda-feira, será possível "fazer renascer a credibilidade da justiça" são-tomense.

"Nós, em equipa, vamos continuar a trabalhar e acreditamos nas reformas para renascer o prestígio da magistratura, sua independência e autonomia para que tenhamos aquela justiça célere e bem administrada em nome do povo", disse.

Considerou que com a eleição e investidura dos novos juízes conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça se inaugurou "uma nova era na Justiça são-tomense".

No ato de investidura estavam presentes a ministra da Justiça, Administração Publica e Direitos Humanos, Ilza Amados Vaz, o presidente do Tribunal Constitucional, José Bandeira, do Tribunal de Contas, José Monte Cristo, a bastonária da Ordem dos Advogados, Célia Posser.

Ler mais

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.