Nova Zelândia/Ataque: Embaixador israelita em Portugal solidariza-se com comunidade islâmica

O embaixador de Israel em Portugal condenou hoje o atentado contra duas mesquitas na Nova Zelândia, que causou 49 mortos, e exprimiu "solidariedade na dor" numa carta enviada ao presidente da Comunidade Islâmica de Lisboa.

"Foi com choque e repugnância que tomei conhecimento do ataque insano a crentes muçulmanos", declara Raphael Gamzou na carta dirigida a Abdool Karim Vakil, classificando o ataque de "crime de natureza claramente islamofóbica".

"Só sociedades unidas por indivíduos de paz e tolerância para com todas as religiões, fundeadas em princípios profundamente humanistas (...) poderão derrotar a barbárie", defende o embaixador israelita, que pede a Abdool Karim Vakil que transmita à comunidade islâmica portuguesa a sua solidariedade.

Pelo menos 49 pessoas morreram e 48 ficaram feridas hoje no ataque a duas mesquitas em Chirstchurch, na Nova Zelândia, tendo sido já detidos quatro suspeitos, três homens e uma mulher.

Um homem que se identificou como Brenton Tarrant, de 28 anos, nascido na Austrália, reivindicou a responsabilidade pelos disparos e transmitiu em direto na Internet o momento do ataque.

Christchurch é a maior cidade da Ilha Sul da Nova Zelândia e a terceira maior cidade do país com cerca de 376.700 habitantes.

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

"Corta!", dizem os Diáconos Remédios da vida

É muito irónico Plácido Domingo já não cantar a 6 de setembro na Ópera de São Francisco. Nove mulheres, todas adultas, todas livres, acusaram-no agora de assédios antigos, quando já elas eram todas maiores e livres. Não houve nenhuma acusação, nem judicial nem policial, só uma afirmação em tom de denúncia. O tenor lançou-lhes o seu maior charme, a voz, acrescida de ter acontecido quando ele era mais magro e ter menos cãs na barba - só isso, e que já é muito (e digo de longe, ouvido e visto da plateia) -, lançou, foi aceite por umas senhoras, recusado por outras, mas agora com todas a revelar ter havido em cada caso uma pressão por parte dele. O âmago do assunto é no fundo uma das constantes, a maior delas, daquilo que as óperas falam: o amor (em todas as suas vertentes).

Premium

Crónica de Televisão

Os índices dos níveis da cadência da normalidade

À medida que o primeiro dia da crise energética se aproximava, várias dúvidas assaltavam o espírito de todos os portugueses. Os canais de notícias continuariam a ter meios para fazer directos em estações de serviço semidesertas? Os circuitos de distribuição de vox pop seriam afectados? A língua portuguesa resistiria ao ataque concertado de dezenas de repórteres exaustos - a misturar metáforas, mutilar lugares-comuns ou a começar cada frase com a palavra "efectivamente"?