Navigator rejeita existência de dívidas da Portucel Moçambique e admite avançar para tribunal

A Navigator negou hoje que a Portucel tenha dívidas para com empresas de capitais sul-africanos zimbabueanos, ou outras, após as acusações de um consórcio que se diz credor, e admitiu recorrer a tribunal para defender o seu bom nome.

Em causa a notícia hoje divulgada pela Lusa, que dá conta da intenção de um consórcio de empresas que se diz credora da Portucel Moçambique em avançar com um processo-crime em Portugal contra o grupo The Navigator Company, detentor da sociedade florestal, por prejuízos de mais de 50 milhões de dólares naquele país.

"A Portucel Moçambique não tem quaisquer dívidas para com estas empresas de capitais sul-africanos e zimbabueanos, nem para quaisquer outras entidades", assegurou hoje a Navigator em respostas enviadas à Lusa.

Segundo a empresa, "a atuação da Portucel Moçambique -- à semelhança das normas de boa governação da sua casa-mãe, a The Navigator Company, uma empresa cotada em bolsa e com diversas certificações e distinções internacionais -- tem-se pautado sempre pelos valores do rigor, da transparência e do trabalho em cooperação com todos os parceiros, tendo a mesma sempre cumprido com todas as suas obrigações sem exceção e respeitado integralmente toda a legislação em vigor nos países onde opera".

A empresa admitiu resolver a situação nos tribunais: "A Portucel Moçambique e a The Navigator Company não deixarão também de recorrer a todos os mecanismos judiciais ao seu dispor para fazer valer a sua razão e o seu bom nome contra quaisquer acusações caluniosas que tenham sido ou venham a ser feitas".

Em entrevista à agência Lusa, o empresário Izak Holtzhausen, presidente da SMOPS, empresa que detinha cerca de 80% dos serviços de florestação da Portucel Moçambique na província da Zambézia, centro de Moçambique, disse que a ação legal visa o grupo The Navigator Company (antigo Grupo Portucel/Soporcel), e alguns dos seus responsáveis, uma vez que as "várias tentativas" de contacto junto da empresa portuguesa em Moçambique têm sido frustradas desde março de 2017.

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