MP acusa homem de contrafação de moeda e falsidade informática

O Ministério Público (MP) deduziu acusação contra um arguido que usou dados gravados nas bandas magnéticas de 203 cartões bancários, estando acusado de crimes de contrafação de moeda, falsidade informática, passagem de moeda falsa e burla informática.

Segundo o MP do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, o arguido, de 48 anos e de nacionalidade brasileira, veio para Portugal em novembro de 2018, com o propósito de utilizar, em máquinas ATM, cartões comuns com bandas magnéticas regraváveis, nas quais estavam gravados, ou iria gravar, os dados de cartões bancários verdadeiros, de débito e crédito, emitidos por entidades bancárias portuguesas.

Ao todo, o arguido obteve os dados gravados nas bandas magnéticas de 203 cartões bancários.

O arguido realizou 131 movimentos, no valor global de 14.860 euros.

Destes, 25 foram movimentos com efetivo levantamento de quantias, no valor global de 4.700 euros.

O arguido encontra-se em prisão preventiva.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?