Ministério Público abriu 2.204 inquéritos sobre corrupção e criminalidade conexa

O Ministério Público iniciou 2.204 inquéritos relativos a crimes de corrupção e criminalidade conexa no último ano judicial, o que representa um acréscimo de 21% relativamente ao ano anterior, tendo sido deduzidas 160 acusações.

Segundo o Relatório Síntese 2014-2016 sobre Corrupção e Criminalidade Conexa da Procuradoria-Geral da República (PGR), entre 01 de setembro de 2016 e 31 de agosto de 2017 foram registados 2.204 inquéritos, enquanto no ano anterior, de 2015/2016, foram registados 1.741 inquéritos.

Dos 2.204 inquéritos, 861 foram iniciados por corrupção, 548 por abuso de poder, 424 por peculato e 202 por branqueamento de capitais.

"No ano em consideração verificou-se um maior número de inquéritos iniciados para investigação de crime de corrupção (39,1%), de crime de abuso de poder (24,9%) e de crime de peculato (19,2%)", refere o relatório.

Em relação aos processos encerrados em 2016/2017, foram deduzidas 160 acusações e arquivados 1.061 inquéritos, tendo sido aplicado o instituto da suspensão provisória do processo em 17 inquéritos.

"O que significa que em 14,4%, dos inquéritos encerrados, foi exercida a ação penal pelo Ministério Público", salienta o documento.

No último ano judicial, o maior número de acusações teve lugar pelo crime de peculato, correspondendo a 54,4% do total. O maior número de suspensões provisórias teve lugar pelo crime de corrupção, com 11 inquéritos, correspondendo a 64,7% do total.

No ano anterior, 2015/2016, tinham sido deduzidas 154 acusações e arquivados 942 inquéritos, com a aplicação do instituto da suspensão provisória do processo em 73 inquéritos.

Sábado assinala-se o Dia Internacional contra a corrupção.

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