Miguel Albuquerque é aclamado líder do PSD/Madeira este fim de semana

Miguel Albuquerque será aclamado este fim de semana, no XVII Congresso Regional dos sociais-democratas, presidente do PSD/Madeira, depois de ter ganho, em dezembro, as eleições internas do partido ao obter 98,4% dos votos dos militantes.

Dos 3.348 em condições de votar, 2.715 exerceram o direito, dos quais 2.671 apoiaram a reeleição de Miguel Albuquerque que concorreu sozinho à liderança do PSD/M.

O sucessor de Alberto João Jardim leva ao Congresso, que termina domingo com a presença do presidente do PSD nacional, Rui Rio, a Moção de Estratégia Global "Mais Autonomia, Melhor Autonomia" que direciona o combate político "aos ditames" e "às chantagens" de Lisboa a favor do reforço e alargamento da autonomia política do arquipélago.

"Lutámos muito para que deixemos agora Lisboa recuperar o poder que teve sobre nós. Deixar que o Terreiro do Paço volte a nos dominar seria o nosso fim", alerta.

Miguel Albuquerque é presidente do XII Governo Regional desde 20 de abril de 2015, após as eleições de 29 de março de 2015, nas quais o PSD/M voltou a reeditar uma maioria absoluta na Assembleia Legislativa da Madeira ao obter 56.574 votos (44,36%).

Nas legislativas regionais de 22 de setembro, Miguel Albuquerque é, de novo, o candidato do PSD/M à presidência do Governo Regional e terá como adversário o atual presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, como candidato independente pelo PS/M.

O PSD/M realiza hoje e domingo o seu XVII Congresso Regional, no Centro de Congressos do Casino.

Os trabalhos iniciam-se pelas 15:00 de sábado, com a tomada de posse dos novos elementos da Comissão Política e do Secretariado, eleitos no passado dia 14 de dezembro, seguindo-se as intervenções do presidente da Mesa, Sérgio Marques, do presidente da Comissão Política Regional, Miguel Albuquerque, que irá apresentar a Moção de Estratégia Global, e do presidente honorário do PSD/M, Alberto João Jardim.

Após as intervenções de abertura, serão apresentadas as moções setoriais.

Foram submetidas seis, uma da responsabilidade da Concelhia do PSD/Funchal, que será apresentada por Rubina Leal, uma da ARASD (Autarcas Social-Democratas), apresentada por Pedro Coelho, e outra da JSD (Jovens Social-Democratas), apresentada por Bruno Melim. As restantes terão por porta-voz Cláudia Monteiro de Aguiar, Paulo Neves e Rubina Berardo como primeiros subscritores.

Seguir-se-á um momento de debate generalizado, que decorrerá até ao final dos trabalhos de sábado.

No domingo, entre as 10:00 e as 13:00, será realizada a eleição da Mesa, do Conselho Regional e do Conselho de Jurisdição, estando a sessão de encerramento marcada para as 15:00, iniciando-se com a tomada de posse dos órgãos eleitos em Congresso e com a votação das moções.

As intervenções, entre as quais as do presidente do PSD Nacional, do PSD/Madeira e do novo presidente da Mesa, finalizam o encontro dos social-democratas madeirenses.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

A ameaça dos campeões europeus

No dia 6 de fevereiro, Margrethe Vestager, numa só decisão, fez várias coisas importantes para o futuro da Europa, mas (quase) só os jornais económicos repararam. A comissária europeia para a Concorrência, ao impedir a compra da Alstom pela Siemens, mostrou que, onde a Comissão manda, manda mais do que os Estados membros, mesmo os grandes; e, por isso mesmo, fez a Alemanha e a França dizerem que querem rever as regras do jogo; relançou o debate sobre se a Europa precisa, ou não (e em que condições), de campeões para competir na economia global; e arrasou com as suas possibilidades (se é que existiam) de vir a suceder a Jean-Claude Juncker.

Premium

Anselmo Borges

Islamofobia e cristianofobia

1. Não há dúvida de que a visita do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos de 3 a 5 deste mês constituiu uma visita para a história, como aqui procurei mostrar na semana passada. O próprio Francisco caracterizou a sua viagem como "uma nova página no diálogo entre cristianismo e islão". É preciso ler e estudar o "Documento sobre a fraternidade humana", então assinado por ele e pelo grande imã de Al-Azhar. Também foi a primeira vez que um Papa celebrou missa para 150 mil cristãos na Península Arábica, berço do islão, num espaço público.

Premium

Adriano Moreira

Uma ameaça à cidadania

A conquista ocidental, que com ela procurou ocidentalizar o mundo em que agora crescem os emergentes que parecem desenhar-lhe o outono, do modelo democrático-liberal, no qual a cidadania implica o dever de votar, escolhendo entre propostas claras a que lhe parece mais adequada para servir o interesse comum, nacional e internacional, tem sofrido fragilidades que vão para além da reforma do sistema porque vão no sentido de o substituir. Não há muitas décadas, a última foi a da lembrança que deixou rasto na Segunda Guerra Mundial, pelo que a ameaça regressa a várias latitudes.