Marcelo defende que UE tem de manter valores mas aguarda posição do Governo sobre Hungria

O Presidente da República defendeu hoje que a União Europeia tem de manter os seus valores e princípios, mas não quis pronunciar-se sobre a decisão do Parlamento Europeu sobre a Hungria antes de haver uma posição do Governo.

"Não queria pronunciar-me sobre essa matéria antes de, obviamente, haver uma apreciação por parte do Governo português, preparatória, e depois projetada no Conselho Europeu, que vai apreciar e decidir sobre a matéria", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, em Riga.

O chefe de Estado chegou hoje à capital da Letónia para participar, entre quinta e sexta-feira, numa reunião do Grupo de Arraiolos, que junta anualmente chefes de Estado da União Europeia sem poderes executivos, como o Presidente da Hungria, János Áder, que, desta vez, não estará presente.

Questionado sobre a aprovação hoje pelo Parlamento Europeu de uma recomendação ao Conselho Europeu para que instaure um procedimento disciplinar à Hungria por violação grave dos valores europeus, nos termos do artigo 7.º do Tratado da União Europeia (UE), Marcelo Rebelo de Sousa começou por realçar que essa foi a "primeira fase de um processo".

"A fase seguinte, que é a fase mais importante em termos de decisão, é a apreciação pelo Conselho Europeu, por uma maioria de quatro quintos. Neste momento, houve a manifestação da vontade dos parlamentares", prosseguiu, acrescentando, porém, que não irá antecipar o que vai ser um debate em Conselho Europeu.

Interrogado se saúda a decisão do Parlamento Europeu, o Presidente da República não quis pronunciar-se antes de haver uma posição do Governo português.

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu, contudo, que "a União Europeia tem certos valores e certos princípios" e que sem eles "deixa de ser a União Europeia", acrescentando: "No dia em que a União Europeia renunciasse a esses princípios renunciava a si própria. É a formulação mais direta que eu posso fazer e devo fazer neste momento".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Nuno Artur Silva

Notícias da frente da guerra

Passaram cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Foi a data do Armistício assinado entre os Aliados e o Império Alemão e do cessar-fogo na Frente Ocidental. As hostilidades continuaram ainda em outras regiões. Duas décadas depois, começava a Segunda Guerra Mundial, "um conflito militar global (...) Marcado por um número significativo de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 e mais de 70 milhões de mortes" (Wikipédia).