Lucro da Semapa cresce 46% para quase 40 ME no primeiro trimestre

Lisboa, 15 mai 2019 (Lusa) -- O grupo Semapa, conglomerado que atua nos setores da pasta e papel, cimento e ambiente, fechou o primeiro trimestre com um resultado líquido atribuível a acionistas de 39,7 milhões de euros, mais 46,3% face ao mesmo período.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o grupo liderado por João Castello Branco justifica este desempenho nos três primeiros meses com a subida do EBITA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) que registou uma evolução de 2,3% para 132,6 milhões de euros.

A empresa detalha que a Secil é a principal responsável por este crescimento, mas alerta que, excluindo o impacto de 9,4 milhões de euros resultante da venda do negócio de 'pellets' pela Navigator, o EBITDA teria crescido 12,4 milhões de euros.

A melhoria dos resultados financeiros líquidos - em cerca de 9,4 milhões de euros, face a igual período do ano passado - e a redução dos impostos sobre o rendimento em cerca de 6,4 milhões de euros são outros fatores identificados pela Semapa para justificar os resultados até março.

O volume de negócios consolidado da dona da Secil e da Navigator cresceu 8,4% para 551,3 milhões de euros. A contribuir para este comportamento estão as exportações e vendas no exterior que ascenderam a 403,4 milhões de euros, o que representa 73,2% do volume de negócios.

Por áreas de negócio, o destaque vai para o segmento de pasta e papel que contribuiu com 421,8 milhões de euros para o volume de negócios consolidado. O cimento atingiu os 123,6 milhões de euros, enquanto a área de ambiente é responsável por 5,9 milhões.

A dívida líquida consolidada totalizava, em 31 de março, 1.620 milhões de euros, o que significa um aumento de 68,4 milhões de euros face ao valor registado no final do exercício de 2018.

Sobre este indicador, a Semapa sublinha que, em janeiro, adotou uma norma contabilística que teve como efeito uma subida da dívida líquida em 69,4 milhões de euros, por contrapartida de ativos fixos. Segundo a empresa, excluindo esse efeito, a dívida líquida seria de 1.550,6 milhões de euros, valor inferior ao apurado no final de 2018.

Ler mais

Exclusivos