"Lindos dias" de Samuel Beckett chega ao Teatro Meridional em Lisboa

Winnie e Willie são os protagonistas da peça "Lindos dias", de Samuel Beckett, interpretados por Cucha Carvalheiro e Luís Madureira, que vão estar em cena no Teatro Meridional, em Lisboa, de 24 de janeiro a 03 de fevereiro.

Encenada por Sandra Faleiro, a peça estreou-se em abril de 2018, no Teatro Municipal S. Luiz, em Lisboa, e vai estar agora em acolhimento no Meridional.

Depois de Lisboa, "Lindos dias" vai estar em cena nos teatros do Bolhão, no Porto, nos dias 08 e 09 de fevereiro, e no Municipal Joaquim Benite, em Almada, nos dias 15 e 16 de fevereiro.

A partir da tradução de João Paulo Esteves da Silva, os dois atores revisitam este clássico da dramaturgia do autor irlandês que acaba por ser uma crítica ao pouco valor que as pessoas dão à vida e ao tempo.

O ´clown` e a dimensão trágico-cómica deste texto assinalam também o regresso de Sandra Faleiro à sala onde se estreou na encenação, há 23 anos, também com um texto do dramaturgo irlandês, "Come and go".

Esta obra de Beckett, "Dias felizes" na maioria das traduções, é um texto sobre um casal que Beckett eternizou nos anos 1960.

Um casal em que a mulher aparece fundida na terra onde se enterra até ao pescoço enquanto, na maior parte das vezes, dorme.

Um dom de "dormir" que Winnie chega a invejar enquanto insiste em acordar o marido para que conversem restando-lhe apenas manter o monólogo possível face à indolência de Willie.

"Lindos dias" é uma peça onde se questiona a vida e como se ocupa o tempo antes de morrer.

A música é de Sérgio Delgado, o cenário e figurinos de Maria João Castelo e a luz de Cristina Piedade.

Com o apoio do Centro Cultural de Belém, "Lindos dias" é uma produção da Causas Comuns e do S. Luiz Teatro Municipal.

Depois da estreia no S. Luiz, já esteve em cena em Bragança e Torres Novas.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Crespo

E uma moção de censura à oposição?

Nos últimos três anos, o governo gozou de um privilégio raro em democracia: a ausência quase total de oposição. Primeiro foi Pedro Passos Coelho, que demorou a habituar-se à ideia de que já não era primeiro-ministro e decidiu comportar-se como se fosse um líder no exílio. Foram dois anos em que o principal partido da oposição gritou, esperneou e defendeu o indefensável, mesmo quando já tinha ficado sem discurso. E foi nas urnas que o país mostrou ao PSD quão errada estava a sua estratégia. Só aí é que o partido decidiu mudar de líder e de rumo.

Premium

Henrique Burnay

A ameaça dos campeões europeus

No dia 6 de fevereiro, Margrethe Vestager, numa só decisão, fez várias coisas importantes para o futuro da Europa, mas (quase) só os jornais económicos repararam. A comissária europeia para a Concorrência, ao impedir a compra da Alstom pela Siemens, mostrou que, onde a Comissão manda, manda mais do que os Estados membros, mesmo os grandes; e, por isso mesmo, fez a Alemanha e a França dizerem que querem rever as regras do jogo; relançou o debate sobre se a Europa precisa, ou não (e em que condições), de campeões para competir na economia global; e arrasou com as suas possibilidades (se é que existiam) de vir a suceder a Jean-Claude Juncker.