Julgamento dos alegados autores do assassínio de turistas nórdicas em Marrocos adiado de novo

Salé, Marrocos, 16 mai 2019 (Lusa) - O julgamento dos alegados autores do assassínio de duas turistas escandinavas em Marrocos, foi hoje novamente adiado após uma breve audiência, durante a qual a parte civil pediu que a "responsabilidade moral" do Estado assuma as indemnizações.

Segundo um jornalista da agência de notícias France-Presse (AFP), a terceira audiência deste processo, em que são julgados vários suspeitos de terem jurado lealdade ao grupo extremista Estado Islâmico, foi agendada para 30 de maio.

Khalid Elfataoui, advogado dos pais de Louisa - uma das turistas mortas - exigiu que a "responsabilidade moral" do Estado fosse assumida - "mesmo que as autoridades tenham feito o que era necessário depois" - a fim de indemnizar as famílias das vítimas. Um pedido aceite pelo tribunal.

Os quatro principais suspeitos "admitiram espontaneamente o crime durante a investigação" e hoje mostraram arrependimento, referiu a advogada Hafida Mekessaoui dos arguidos à AFP.

Em 02 de maio, o julgamento dos alegados autores do assassinato foi adiado para dar tempo aos advogados para prepararem a sua defesa.

O tribunal de Apelação de Salé, cidade marroquina, limitou-se nessa data a recolher informações sobre os 24 acusados e a interrogá-los sobre os seus advogados de defesa.

Os acusados são julgados por "apologia ao terrorismo", "violação da vida de pessoas com premeditação" e "constituir um grupo terrorista".

O crime em causa terá ocorrido na noite de 17 de dezembro, quando Louisa Vesterager Jespersen, uma dinamarquesa de 24 anos, e Maren Ueland, uma norueguesa de 28 anos, foram decapitadas pelos supostos militantes no vale Imlil no Alto Atlas.

Os corpos das duas turistas foram encontrados dentro de uma tenda de campismo numa zona isolada nas montanhas do Atlas com marcas de violência nos pescoços.

O maciço de Alto Atlas é conhecido pelos seus trilhos e recebe todos os anos dezenas de milhares de visitantes, sendo Imlil o ponto de partida para a subida do pico mais alto do norte da África, o Monte Toubkal (4.167 metros).

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