Jornalista sobrevivente da queda do avião da Chapecoense morreu de ataque cardíaco

São Paulo, Brasil, 27 de mar (Lusa) - O jornalista Rafael Henzel, um dos seis sobreviventes da queda do avião em 2016 em que viajava a delegação da equipa brasileira de futebol Chapecoense e que deixou 71 passageiros mortos, faleceu esta terça-feira após sofrer um ataque cardíaco.

"Desejamos, de todo o coração, que a família tenha força para enfrentar mais um momento tão difícil e esta perda irreparável. Os sentimentos e as orações de todos os chapecoenses, torcedores e ouvintes, estão com vocês", escreveu o clube brasileiro na sua conta oficial da rede social Twitter.

"Durante a sua brilhante carreira, Rafael narrou, de forma excepcional, a história da Chapecoense. Tornou-se um símbolo da reconstrução do clube e, nas páginas verde e brancas desta instituição", acrescentou a Chapecoense, anunciando ainda que já pediu à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) "o adiamento da partida contra o Criciúma, marcada para as 19h15 desta quarta-feira (...) entendendo que não há clima para a realização da partida".

Henzel foi um dos seis sobreviventes da tragédia que ocorreu em 28 de novembro de 2016, quando a equipa brasileira viajava para Medellín, onde iria defrontar os colombianos do Atlético Nacional na final da Taça Sul-Americana, quando o voo 2933 da companhia privada LaMia se despenhou já perto do aeroporto.

A falta de combustível foi a causa da queda do avião, do qual sobreviveram seis dos 77 ocupantes, três jogadores, dois tripulantes e um jornalista (Rafael Henzel).

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De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.