Japão ameça fechar reatores nucleares vulneráveis a atos de terrorismo

Tóquio, 24 abr 2019 (Lusa) - A autoridade nuclear japonesa ameaçou hoje as empresas de energia de fechar reatores nucleares cujos padrões de segurança sejam incompatíveis com o risco de um grave acidente causado por atos terroristas.

O presidente, Toyoshi Fuketa, expressou preocupação pelo facto de "os prazos inicialmente estabelecidos para o trabalho de padronização não estarem a ser respeitados" e que as empresas estejam a pedir para beneficiarem de tempo adicional para efetuarem as alterações exigidas.

No passado, os pedidos das empresas eram frequentemente validados como meras formalidades, mas, desde a autoridade endureceu a sua posição desde que passou a ser liderada por Fuketa.

Hoje, os cinco membros que integram aquela entidade defenderam que "o princípio básico" passa por "parar as centrais", para que sejam tomadas a tempo diligências para prevenir acidentes resultantes de atos terroristas.

Os padrões de segurança das centrais nucleares japonesas foram alvo de uma reforma e tornaram-se mais exigentes em 2013, na sequência do desastre na central nuclear de Fukushima, desencadeado por um tsunami a 11 de março de 2011.

Desde então, vários reatores receberam 'luz verde' técnica e recomeçaram a funcionar, mas com condições não suspensivas: uma delas definia que os operadores tinham cinco anos para atualizar as instalações.

A discussão foi iniciada por um pedido da Kyushu Electric Power, que solicitou mais tempo para atualizar a sua central de Sendai, no sudoeste do Japão.

No caso desta instalação, espera-se que o trabalho de atualização, por exemplo, contra uma colisão intencional, seja concluído até à primavera de 2020.

Se estes prazos não forem cumpridos, significa que as instalações não são compatíveis com as normas e que não podem continuar a operar, concluíram os peritos daquela autoridade.

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