Independentistas de Cabinda reivindicam ataque que matou militares angolanos

O movimento independentista FLEC/FAC reivindicou hoje ter emboscado uma patrulha das Forças Armadas Angolanas (FAA) em Cabinda, tendo morto três soldados e um polícia, enquanto as suas tropas perderam dois militares.

Num "comunicado de guerra" enviado à agência Lusa, Che Tchitcha Bica Bankulu, comandante da região do Massabi da Frente de Libertação do Estado de Cabinda - Forças Armadas de Cabinda (FLEC/FAC) explicou que a emboscada ocorreu na tarde de quarta-feira na aldeia de Lico, na região de Dinge, no enclave angolano.

"O nosso objetivo é atacar as forças de ocupação ilegal em Cabinda, não matar estrangeiros. No entanto, estes devem ter consciência de que a guerra continua em Cabinda", lê-se no comunicado, que deixa dúvidas sobre se, além dos "estrangeiros angolanos", o aviso diz também respeito a cidadãos de outras nacionalidades.

Até agora, não foi possível confirmar o incidente junto das Forças Armadas Angolanas.

Cabinda é um enclave separado de Angola pela fronteira da República Democrática do Congo.

A FLEC, através do seu "braço armado", as FAC, luta pela independência do território alegando que o enclave era um protetorado português, tal como ficou estabelecido no Tratado de Simulambuco, assinado em 1885, e não parte integrante do território angolano.

Criada em 1963, a organização independentista dividiu-se e multiplicou-se em diferentes fações, efémeras, com a FLEC/FAC a manter-se como o único movimento que alega manter uma "resistência armada" contra a administração de Luanda.

Emmanuel Nzita é presidente da FLEC/FAC e sucedeu a Nzita Tiago, líder histórico do movimento independentista Cabinda, que morreu a 03 de junho de 2016, aos 88 anos.

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