Incêndios: Fogo leva Carregal do Sal a reforçar aposta no pinheiro manso

A Câmara de Carregal do Sal tem vindo a incentivar a plantação do pinheiro manso no concelho e os incêndios de outubro vieram reforçar essa aposta e alargar a oferta de árvores a outras espécies como o carvalho.

De há quatro anos para cá, a autarquia do distrito de Viseu tem vindo "a fazer uma força muito grande para a plantação de pinheiro manso", espécie predominante no território há 40 anos, a par do pinheiro bravo, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Carregal do Sal (distrito de Viseu), Rogério Abrantes.

Hoje, o território é predominantemente povoado por eucaliptos e 60% da área florestal ardeu.

Para Rogério Abrantes, agora "é a altura ideal" para haver uma alteração no tipo de floresta do concelho. Por isso, a autarquia vai manter a aposta no regresso do pinheiro manso, visto que a "região é propícia à sua plantação".

"Se não se fizer agora, não teremos outra oportunidade. Se calhar, só daqui a sete ou oito anos, quando voltar a arder tudo", frisou.

O pinheiro manso, referiu, "é tão ou mais apetecível do que o eucalipto e dá maior rentabilidade, mas as pessoas ainda não acreditam nisso".

Para sensibilizar as populações, a autarquia dinamiza uma Feira da Pinha e do Pinhão (decorre de 19 a 21 deste mês) e oferece árvores para plantação.

A partir de agora, acrescentou, o município vai também passar a dar "outro tipo de árvores, como os carvalhos".

Rogério Abrantes sublinhou que, só no ano passado, os viveiristas locais venderam mais de 20 mil pinheiros mansos, acreditando que a aposta possa ser reforçada também por causa dos incêndios.

"Acredito que mais pessoas poderão optar por esta espécie. A nossa preocupação é retirar as madeiras queimadas e, dentro de pouco tempo, incentivar as pessoas à plantação do pinheiro manso", realçou.

Em Carregal do Sal, o incêndio de 15 de outubro afetou dez casas de primeira habitação, de um total de 35.

A reconstrução ainda não avançou. Está a ser preparado o processo para entregar à Comissão de Coordenação Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), referiu.

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