Incêndios: Família de trabalhador morto a combater fogo deve ser ressarcida -- Câmara de Oleiros

A Câmara de Oleiros pediu ao Provedor de Justiça que a família do trabalhador que morreu no combate ao incêndio que deflagrou a 07 de outubro de 2017 seja ressarcida com os mesmos apoios das restantes vítimas dos incêndios.

"Escrevemos ao provedor de Justiça, com conhecimento ao presidente da República e ao primeiro-ministro, a solicitar que o trabalhador [Câmara de Oleiros] que morreu quando operava uma máquina durante um incêndio seja considerado entre as vítimas oficiais dos incêndios", disse hoje à agência Lusa o presidente do município de Oleiros, Fernando Marques Jorge.

O trabalhador da Câmara de Oleiros, com 50 anos, morreu quando combatia um incêndio que deflagrou naquele concelho, no dia 07 de outubro de 2017, e, na altura, o autarca disse que não são só os que morrem queimados que são vítimas dos incêndios.

"Este trabalhador morreu debaixo de uma máquina quando combatia o incêndio, quando estava a defender o país e os bens de outras pessoas", afirmou.

Fernando Marques Jorge diz que está à espera de uma resposta e adiantou à Lusa que acredita que a família do trabalhador da autarquia irá ter apoios semelhantes ou iguais aos das outras vítimas dos incêndios.

"Não poderá ser de outra forma. Estamos à espera da decisão. Se não for apoiada [família], algo está muito errado. Se todas as famílias [das vítimas] têm o direito de ser ressarcidas, esta tem muito mais, porque ele estava a trabalhar em prol da autarquia, do país e dos bens das pessoas", afirmou.

O autarca defendeu que, nestes casos, não pode haver diferenças entre as vítimas.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Nuno Artur Silva

Notícias da frente da guerra

Passaram cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Foi a data do Armistício assinado entre os Aliados e o Império Alemão e do cessar-fogo na Frente Ocidental. As hostilidades continuaram ainda em outras regiões. Duas décadas depois, começava a Segunda Guerra Mundial, "um conflito militar global (...) Marcado por um número significativo de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 e mais de 70 milhões de mortes" (Wikipédia).

Premium

nuno camarneiro

Uma aldeia no centro da cidade

Os vizinhos conhecem-se pelos nomes, cultivam hortas e jardins comunitários, trocam móveis a que já não dão uso, organizam almoços, jogos de futebol e até magustos, como aconteceu no sábado passado. Não estou a descrever uma aldeia do Minho ou da Beira Baixa, tampouco uma comunidade hippie perdida na serra da Lousã, tudo isto acontece em plena Lisboa, numa rua com escadinhas que pertence ao Bairro dos Anjos.

Premium

Rui Pedro Tendinha

O João. Outra vez, o João Salaviza...

Foi neste fim de semana. Um fim de semana em que o cinema português foi notícia e ninguém reparou. Entre ex-presidentes de futebol a serem presos e desmentidos de fake news, parece que a vitória de Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza, no Festival do Rio, e o anúncio da nomeação de Diamantino, de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes, nos European Film Awards, não deixou o espaço mediático curioso.