Imobiliária Sotheby's estará "certamente presente" no projeto da Herdade da Comporta

A Portugal Sotheby's International Realty estará "certamente presente com o parceiro (Vanguard Properties)" para "ajudar a divulgar e a vender" o projeto da Comporta, informou o diretor-geral da imobiliária.

Em declarações à agência Lusa, Miguel Poisson, recordou a "parceria muito próxima com a Vanguard Properties", que se inclui no consórcio, juntamente com o Grupo Amorim, que hoje recebeu luz verde para comprar a Herdade da Comporta.

"E estaremos certamente presentes, juntamente com o nosso parceiro (Vanguard Properties), no sentido de ajudar a divulgar e a vender todo esse projeto, que é absolutamente único", informou Poisson.

Questionado sobre o perfil dos interessados no projeto, o diretor geral da Portugal Sotheby's International Realty referiu ser este um "destino que será certamente escolhido por muitos estrangeiros que queiram investir em Portugal, mas também é um destino procurado por portugueses de classe alta e não só de Lisboa, mas de outras zonas do país".

Esses potenciais compradores procuram uma "moradia numa zona calma, com praias únicas" numa zona a "pouco mais de uma hora de distância do aeroporto de Lisboa", acrescentou.

A Sotheby's e a Vanguard Properties colaboram no projeto White Shell, em Porches, concelho de Lagoa, num investimento de 13 milhões de euros por parte da empresa de Claude Berda.

Este projeto está a ser construído e deverá criar 60 novos postos de trabalho.

A assembleia-geral de participantes da Herdade da Comporta, localizada no concelho de Alcácer do Sal, aprovou hoje a venda dos ativos da propriedade ao consórcio Amorim/Vanguard, revelou à Lusa fonte do agrupamento.

"A aprovação pela assembleia-geral de participantes da venda dos ativos da Herdade da Comporta ao consórcio em que estamos, ao lado da Vanguard Properties, é um passo decisivo num longo processo em que nos envolvemos com empenho e sentido de responsabilidade", afirmou em comunicado a empresária Paula Amorim.

Paula Amorim referiu que o consórcio que integra "acredita no potencial da Comporta" e do país "enquanto destino residencial e de turismo de qualidade" e na "capacidade empreendedora para a desenvolver", assim como num "modelo de desenvolvimento que garanta a sustentabilidade da região, crie emprego, traga mais abertura a outras pessoas e realidades, investimento de qualidade e qualifique os espaços públicos".

Em 28 de outubro, a Gesfimo, entidade gestora da Herdade da Comporta, assinou um "contrato promessa de compra e venda" da propriedade com o consórcio Amorim/Vanguard.

"A Gesfimo -- Espírito Santo Irmãos Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, SA, na qualidade de entidade gestora do Herdade da Comporta -- Fundo Especial de Investimento Imobiliário Fechado, informa que assinou com o consórcio constituído pela Amorim Luxury SA e Port Noir Investments SARL [mais conhecido por Vanguard Properties], um contrato promessa de compra e venda de ativos que integram o património do fundo, no âmbito de um processo de venda assessorado pela Deloitte", segundo o comunicado divulgado na altura.

O consórcio Amorim/Vanguard terá sido o único a entregar uma proposta à compra da Herdade da Comporta, no dia 20 de setembro. Pelo contrário, a aliança Victor de Broglie e Global Asset Capital (GAC) acabou por não avançar, como já tinha dado a entender.

O grupo Oakvest, Portugália e Sabina, que inicialmente venceu um concurso lançado em maio, já tinha comunicado que não estava disponível para entrar neste novo procedimento.

A venda da Herdade da Comporta, nos concelhos de Alcácer do Sal e Grândola, foi decidida há cerca de três anos, após o colapso financeiro do GES -- Grupo Espírito Santo.

A Herdade da Comporta já fez parte da então Companhia das Lezírias do Tejo e do Sado, tendo sido vendida à empresa britânica The Atlantic Company, em 1925, e depois comprada, em 1955, pela família Espírito Santo.

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